O documentário "Doze meses de resistência: A terra como horizonte de vida" será lançado oficialmente neste sábado, dia 08/07, às 18h, no Acampamento Maria Rosa Do Contestado (MST), em Castro.

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Apresentação

Apesar de ter sido formado basicamente por imigrantes eslavos, o bairro Nova Rússia atualmente é formado por diversas etnias devido ao grande crescimento da cidade e a expansão territorial do bairro.

Os descendentes dos ucranianos que ergueram as primeiras casas no fim do século 19 se espalharam pela cidade e já não é mais possível observar a presença forte da cultura ucraniana no dia a dia dos moradores da Nova Rússia.

A Paróquia Transfiguração de Nosso Senhor e o Grupo Folclórico Ucraniano Zoriá buscam manter sempre viva a força da cultura dos ucranianos, mas falta o incentivo e a participação da comunidade, tanto do bairro, quanto dos descendentes de ucranianos, faz com que muitas das atividades e projetos acabem cancelados devido à baixa adesão.

Cursos como o de Língua Ucraniana realizado pela paróquia, acabaram cancelados por não fechar turmas de alunos. Segundo o Metódio Techy, padre na Paróquia Transfiguração de Nosso Senhor, a baixa participação se dá pela distância da comunidade ucraniana. “Hoje temos uma comunidade espalhada por diversos bairros da cidade, com muito mais ucranianos que em Nova Rússia.

No começo do curso todos estão animados, depois a turma vai diminuindo. A distância da igreja com a comunidade acaba resultando nisso”.

Apesar da baixa adesão no curso Techy destaca a grande participação em eventos secundários como jantares típicos e curso de Pesenkas, “Próximo a pascoa temos uma boa procura, talvez seja a época onde nossa cultura mais se destaca”, completa.

O grupo folclórico Zoriá também sofre da falta de participantes. Nesse ano as atividades de dança, foco principal do grupo, foram encerradas.

Andriana Slaviero, integrante do grupo, ressalta a falta de participação da comunidade. “Nosso grupo não era formado só por descendentes de ucranianos, tínhamos uma grande diversidade. Eu mesma sou descendente de italianos. O que falta mesmo é a adesão de pessoas para participar das nossas atividades, falta incentivo, falta interesse”, explica Adriana.

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Editorial: A culpa não é da miscigenação