O documentário "Doze meses de resistência: A terra como horizonte de vida" será lançado oficialmente neste sábado, dia 08/07, às 18h, no Acampamento Maria Rosa Do Contestado (MST), em Castro.

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Apresentação

Você já imaginou quantas dificuldades um carteiro pode enfrentar para entregar uma correspondência? Desgaste físico e emocional, problemas climáticos, endereço errado, incompleto ou com a falta de numeração nas casas.

Mas existem ainda os ‘inimigos número 1’ dos carteiros, que continuamente causam transtornos e acidentes sérios com os trabalhadores: os ‘temidos’ cachorros.

Angélica Domingues, há 13 anos na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e carteira do Centro de Distribuição Domiciliar (CDD) Centro,  conta que já levou duas mordidas de cachorro. Uma delas na perna e a outra no rosto.

Ela revela que não teve como evitar nenhuma das mordidas porque, em ambas, o cachorro a pegou por ‘traição’. A primeira mordida ocorreu em 1999 e foi na perna. Nesta, o cachorro a atacou enquanto ela estava de costas.

O segundo ataque sofrido pela carteira ocorreu em 2006 e foi mais grave. A ECT inclusive registrou um boletim de ocorrência policial contra o dono do cão, para que ele sempre mantivesse o animal preso.  Neste ataque, Angélica relata que foi cercada por quatro cachorros.

“Havia dois cães dentro da casa e dois fora. E um deles pulou sobre e mim e me mordeu no rosto. Não tive como escapar, mas graças a deus não tive nenhum problema maior. A recuperação foi rápida. Não ficou cicatriz no rosto e nenhuma sequela”, descreve.

Para o carteiro motorizado do CDD Nova Rússia Alexandre Vieira, os cachorros são um problema sério mesmo para quem trabalha com a moto e está mais ‘protegido’.

Ele lembra que há cerca de três meses sofreu um acidente enquanto trabalhava. “O cachorro estava no meio da rua e de um lado tinha muitas pessoas. Não teve jeito, para não feri-las tive que jogar a moto do outro lado”, finaliza.

Segundo Osmar Eyng, Diretor Regional dos Correios de Ponta Grossa, em caso de acidentes de trabalho, não só com os cachorros, a empresa sempre oferece todo o aparato ao funcionário. “Qualquer problema de emergência, por menor que seja, é atendido, registrado e tratado pela empresa”, explica.

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