O documentário "Doze meses de resistência: A terra como horizonte de vida" será lançado oficialmente neste sábado, dia 08/07, às 18h, no Acampamento Maria Rosa Do Contestado (MST), em Castro.

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Apresentação

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) reconhece as dificuldades da rotina trabalho dos funcionários. De acordo com as necessidades, a empresa se aprimora para otimizar a entrega de correspondências e preservar a saúde dos trabalhadores, principalmente dos carteiros. Porém alguns funcionários acreditam que é pouco o que a ECT oferece.

Para os carteiros enfrentarem as condições adversas do clima e o relevo diferenciado, a empresa oferece filtro solar, chapéu, óculos escuros, capas impermeáveis, roupas especiais e até sapatos planejados que evitam a perfuração.

Os carteiros que fazem a distribuição a pé só podem carregar na bolsa 8 quilos (mulheres) e 10 quilos (homens) por vez. Além disso, malas com cartas são levadas pelos motoqueiros em pontos específicos cadastrados pela ECT, onde o carteiro passa, retira as cartas e faz a entrega, diminuindo o peso da carga.

“Tudo o que precisamos para trabalho, o correio está sempre pesquisando e modernizando isso para nós”, revela a carteira do Centro de Distribuição Domiciliar (CDD) Centro, Angélica Domingues.

No entanto os funcionários sentem falta de outras políticas internas de saúde e integração na empresa. Para o Diretor da Secretaria de Estudos Socioeconômicos do Sindicato, Celso Paiva, o que os Correios fazem nesse sentido é somente a título de informação.

“O que basicamente a empresa passa é algum folder informativo ou faz alguma campanha preventiva que raramente acontece também. Deveria existir um trabalho mais efetivo nesse sentido, porque a empresa tem condições de oferecer”, diz.

Celso Paiva revela também que a ECT realiza, em parceria com o SESI, um trabalho de ginástica e alongamento diário em todos os setores da empresa. Porém, segundo Celso, os funcionários não colaboram para a prática do exercício.

“Não é só cobrar também, todos precisam participar, até para motivar o profissional que está ali dispondo de seu tempo para fazer esse trabalho. Tem unidade com 30 funcionários, por exemplo, que somente 10 participam do alongamento. Em algumas unidades, o funcionário do SESI nem vai participar mais, porque chega e se sente constrangido de fazer o exercício com duas ou três pessoas”, conta Celso.

O carteiro motorizado do CDD Centro, José Eurides, também ressalta a falta de participação dos funcionários na ginástica diária oferecida pela empresa. “O pessoal não tem o costume de fazer, uns porque acham que não resolve nada, outros porque têm pressa de começar o trabalho”, diz.

De acordo com o Gerente Regional dos Correios de Ponta Grossa, Osmar Eyng, a empresa realiza frequentes campanhas específicas para saúde dos funcionários, como por exemplo, campanhas contra o fumo e o alcoolismo, prevenção de câncer, entre outras.

Ele revela também que a empresa tem o periódico, um exame anual de check-up completo, em que todo colaborador de até 40 anos de idade faz. Acima desta idade, o exame se amplia e torna-se mais detalhado.

Segundo Osmar, mesmo os Correios incentivando e custeando este exame, ainda alguns funcionários tentam resistir em fazer. “Não podemos obrigar, mas tentamos convencer que todos façam”.

Osmar disse também que a ECT cumpre 100% de todas as determinações do Ministério do Trabalho , oferecendo todo o aparato para todos os funcionários trabalharem da melhor forma possível, plano de saúde e atendimento ambulatorial.

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