O documentário "Doze meses de resistência: A terra como horizonte de vida" será lançado oficialmente neste sábado, dia 08/07, às 18h, no Acampamento Maria Rosa Do Contestado (MST), em Castro.

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Apresentação

Pela Vila Izabel, existe um arroio que atravessa grande parte da região, onde às margens estão dezenas de famílias. Há poluição das águas contaminadas com esgoto, lixo e despejo de dejetos de uma fábrica da região. Além do mau cheiro e possíveis doenças devido a essa situação, é recorrente entre os moradores a reclamação quanto à ponte que passa por cima do arroio, diariamente utilizada pela comunidade.

Aos improvisos de tábuas de madeira, a ponte estreita e desgastada, balança ao atravessá-la e não conta com estruturas que dêem segurança a quem por ela passa. Utilizada por crianças, adolescentes, homens e mulheres, é um fator de risco aos moradores.

Augusto Kielt, morador da Vila há 36 anos, conta que desde que chegou no bairro existe essa ponte, desse mesmo jeito. “Para ir até lá em cima, preciso passar pela ponte que é uma ‘pinguelona’. Uso para ir ao mercado, por exemplo”, conta.

O morador também fala que já foi requisitado pela comunidade que fosse construída uma ponte com melhor estrutura física, mas que até hoje continua do mesmo jeito.

Além da infraestrutura física decadente da ponte, outra questão relevante é a do arroio contaminado. José de Paulo Carlos reclama do mau cheiro e dos perigos de doença de se morar próximo as suas margens, como é seu caso.

Arroios que recebem esgoto, trazem em suas águas doenças endêmicas e epidêmicas, além dos vetores transmissores dessas doenças estarem ao redor, como baratas e mosquitos, explica a sanitarista Jocemara Gomes.

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