Na casa do operador de empilhadeira Leônidas Stadler, a lixeira do lado de fora que divide a propriedade com um terreno baldio traz a seguinte mensagem:

 “Lixo: Ensaque essa ideia”. O slogan não é respeitado, no terreno encontram-se papel, restos de madeira, entulhos e pilhas de tijolo. "Semana passada encontrei um escorpião no meio das bonecas da minha filha. Não é minha obrigação cuidar para que ela não seja picada por brincar na sua própria casa. É obrigação da Prefeitura”, afirma Leônidas.

Regina Fogaça é dona de casa e mora na Vila D.E.R, localizada no bairro Colônia Dona Luiza, há mais de 27 anos. Em todo este tempo, Regina, cuida da sua casa e do terreno baldio ao lado, cujo o dono mora em São Paulo.

Seu neto de dois anos não pode brincar no quintal pois disputa espaço com baratas, lacraias, ratos, aranhas e escorpiões.

"Meu filho teve que entrar no terreno para limpar. A gente acaba gastando do próprio bolso. Rato, escorpião, barata e aranha invadem a casa toda a noite”, explica Regina. A moradora gasta em média 200 reais para cada limpeza no terreno.

Para o veterinário do Centro de Zoonoses, Leandro Inglês, os entulhos abandonado nos terrenos baldios contribuem para o aumento no número de animais peçonhentos. 

“Nos terrenos baldios é muito comum encontrar escorpiões, pois o alimento deles são insetos como baratas e grilos. Ambientes sujos e úmidos com tijolos são seu principal habitat”. Leandro afirma também que o animal deve ser levado junto para o Hospital em caso de picada.

Bloco anterior: Terrenos abandonados causam problemas aos moradores da Vila D.E.R

Próximo bloco: Proprietários de terrenos baldios podem ser desapropriados por descaso