Marília formou-se em 1981, e possui 18 anos de experiência no ensino especial. Atualmente é Coordenadora Pedagógica da Assarte.

 Portal Comunitário: Em que medida a Assarte contribui para a inserção social dos alunos?

Marília Weiber: Na medida em que os encaminhamos para o mercado de trabalho, na realização de atividades culturais e esportivas dentro e fora do âmbito escolar com a participação da comunidade, no encaminhamento dos alunos a participarem de cursos profissionalizantes ofertados por órgãos diversos fora do contexto escolar, em atividades de passeios e outras mais.

P C: Em valores o que a atividade artesanal representa para a Assarte?
M W: Os valores são realmente pouquíssimos, pois a Assarte é uma entidade filantrópica, não visa lucros, portanto quando há a venda dos trabalhos artesanais produzidos pelos alunos esta renda é revertida em mais matéria prima para poder dar continuidade à produção.

P C: O Plano Nacional pela Educação prevê que até 2020 os alunos especiais estejam inseridos em escolas regulares. Você acredita que essa inclusão é possível? Se não o que falta?
M W: Vejo a inclusão ainda engatinhando, pois tudo é um processo, e muito longo. Incluir é fazer parte, inserir o aluno como um todo, onde, escola, aluno, família e sociedade constroem juntos esta inclusão. Não pode se tratar apenas de cumprir leis.

P C: Quando as famílias vão matricular os alunos da Assarte há relato de experiências anteriores em escolas regulares? O que as famílias relatam?
M W: Sim, muitas nos relatam da falta de conhecimento que as escolas ainda possuem sobre o desafio que é entender o processo de desenvolvimento educacional da pessoa com deficiência, principalmente a deficiência intelectual.

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