A reposição das aulas está sendo feita com o acréscimo de uma sexta aula  para poder recompor a carga horária. Alunos têm tentado voltar às rotinas escolares.

O estudante do Colégio Regente Feijó do terceiro ano do ensino médio, Patryck Maceno, conta que ficou preocupado com a retenção do ano letivo e também com os vestibulares, mas que os professores estão se esforçando para avançar com o conteúdo para que nenhum aluno seja prejudicado.

As escolas e universidades das redes públicas do estado do Paraná estão recompondo o calendário referente a 2015, que será encerrado somente no próximo ano. Após setenta e quatro dias letivos de paralisação no total, o governo e os sindicatos conseguiram chegar a um acordo.

Apesar do fim da greve o governo não conseguiu agradar a maioria dos servidores com a sua proposta de reajuste salarial. A paralisação se encerrou, mas os sindicatos permanecem em estado de greve até que o governo cumpra com o acordo.

Duas greves marcaram o ano de 2015 no estado. Na primeira paralisação, que durou 29 dias, o Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Paraná (APP- Sindicato) e os sindicatos da universidades públicas, se uniram contra o que ficou conhecido como ‘pacotaço do governo’, que queria e efetuou mudanças no Paranaprevidência e também contra o desmonte da educação pública no estado, gerando uma série de acordos entre o governo e os líderes sindicais.

A segunda greve, mais longa, de 45 dias, foi resultado justamente do descumprimento do acordo por parte do governo em relação a tópicos da primeira paralisação, conforme explica o secretário de organização Marlon Cristiano Alves, da APP-sindicato dos Campos Gerais:“O objetivo principal era o cumprimento da data-base de todos os funcionários públicos do Estado do Paraná”.

O secretário afirma ainda que um movimento mais intenso de acompanhamento das atividades governistas e reivindicações já havia iniciado em dezembro de 2014 quando o governo aumentou o desconto da previdência dos aposentados.

Motivos para as paralisações da rede pública de ensino
Desrespeito e truculência por parte do poder público
Retomada das aulas na rede pública não garante o fim do greve