Um dos motivos para a retomada da greve foi a alteração dos fundos do Paranaprevidência, que segundo a presidente da APP-Sindicato nos Campos Gerais, Vera Rosi Lopes de Morais é “assunto de todo servidor público do estado, não só da educação”.

Em seguida, já na segunda paralisação, o governo apresentou diversas emendas relacionadas ao texto original que provocava mudanças nos fundos do ParanaPrevidência, o que, segundo sindicalistas, remanejaria o dinheiro para cobrir gastos em outras áreas, não referentes a educação e que prejudicariam o fundo previdenciário dos servidores públicos, além de mudanças referentes à  beneficios como quinquênios e terços de férias.

Nesse sentido, a presidente Vera afirma que, desde a primeira paralisação, “o que nós exigimos do governo foi o debate. Nós queríamos saber o que ia ser feito e de que maneira ia ser feito porque nós não queremos prejuízo. O Paranaprevidência é uma espécie de poupança pra pagar as aposentadorias do servidor do Estado”.

Em nota amplamente divulgada em mídias sociais e até em forma de comunicado pela televisão, o governo do estado do Paraná disse que essas medidas foram necessárias para que o dinheiro de todos os paranaenses seja bem aplicado. E também garantiu que benefícios dos servidores como quinquênios e o plano de carreira dos professores permanecem.

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