Num primeiro momento, no acampamento dos professores em frente à Assembleia Legislativa do paraná (Alep), Marlon conta que a categoria conseguiu segurar a votação da alteração do Paranaprevidência. Porém, no segundo momento, quando houve  a retomada da paralisação, os servidores foram forçados, pela segurança pública do estado, a deixar os arredores do prédio da ALEP, impedia qualquer aproximação) episódio em que ocorreu o episódio de 29 de abril.

O dia 29 de abril ficou conhecido como ‘massacre’. A Secretaria de Segurança Pública do Estado deu permissão para que os policiais militares impedissem a entrada de manifestantes na ALEP durante a votação do projeto. A medida que resultou em mais de 200 feridos.

“Fui atacado com gás de pimenta enquanto estava abraçado a um grupo de professores. Depois fui atingido por estilhaços de uma bomba lançada pela polícia paranaense durante a manifestação. Fui ferido no olho e na cabeça”, conta o professor da UEPG, Paulo Dias Mello.

Mais de dois meses depois do ocorrido, o Ministério Público divulgou um relatório em que está entrando com uma ação civil pública contra o governador Beto Richa, o ex-secretário de segurança pública Fernando Francischini e também o ex-comandante da Polícia Militar, César Kogut. Confira nota do governo do Estado aqui.

O ministério público em audiência pública informou que ouviu mais de 581 depoimentos de pessoas presentes no dia do ato. Além disso, foram analisados fotos, reportagens e demais documentos que comprovassem um ataque contra os professores.

Logo após a aprovação do Projeto de Lei 252 / 2015, os sindicatos mudaram a pauta de revindicação para o reajuste integral da inflação referente a 2014 e 2015 que somava 8,17%. A revindicação foi negada, o que houve foram propostas de reajustes parcelados em pequenas quantias. A primeira apresentada pelo governador Beto Richa, foi instantaneamente rejeitada pelas categorias.

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