Materiais de segurança usados na obra estão espalhados por todo o terreno - Foto: Matheus Dias

 

No interior da obra, cadernos de planejamento, capacetes de segurança, máquinas de auxílio, materiais de construção e ferros enferrujados são complementos para as paredes sem reboco, luvas de pedreiros e alguns pertences abandonados pelos próprios moradores.

A construção se encontra no centro do Cará-Cará, na mesma quadra em que estão três dos principais centros comunitários do bairro. São eles o Centro de Idosos, o Posto de Saúde Dr. José Carlos Araújo, o CMEI e a Escola Municipal Dom Quintiliano.

Em função disso, há um grande fluxo de pessoas pelo local, muitas delas participam de atividades de lazer destinadas à comunidade, como aulas de balé e artes marciais. A região se tornou uma referência para os moradores como lugar de aprendizagem ou local de atendimento em saúde básica.

A presidente da Associação de Moradores do bairro, Eliziane Ferreira Magalhães tem sua residência localizada próximo à obra. As maiores reclamações, segundo ela, são dos pais que se preocupam com a  segurança dos filhos e com a segurança dos próprios moradores.

“As crianças invadem a obra, entram para fazer bagunça e brincar ali”, conta o morador Cláudio José do Carmo Silva. Há também roubos de alguns materiais de construção que, como esclarece Cláudio, foram deixados no local sob a segurança de um muro de tapume, que apodrece com a chuva e o sol forte, ficando frágil e fácil de arrombar.

“A gente espera que alguém tome alguma providência”, é o apelo que a moradora Roberta Cristina da Silva Santos faz em relação ao perigo causado à saúde das crianças e também dos moradores.

Atraso na solução do cancelamento das obras afeta a segurança das escolas próximo à construção