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Órgão público responsável não tem autorização para tomar providências sobre o local

 

O prazo estipulado pelo governo do Paraná e pela empresa ‘Valor Construtora e Serviços Ambientais Ltda’ para a construção do Colégio Francisco Pires era de um ano. A obra, que foi iniciada no dia 5 de novembro de 2013, encontra-se, no entanto, parada desde agosto de 2014.

O estabelecimento escolar foi idealizado para atender a demanda de crianças que procuravam instituições educacionais. O bairro possui apenas um centro de educação infantil e uma escola municipal.

O custo total previsto inicialmente era de R$ 4.756.831,30. Porém, o valor investido foi de menos da metade, devido a um desvio de verbas por parte da própria construtora responsável.

Letícia de Oliveira Tenório, engenheira do Núcleo Regional de Educação, denuncia a irregularidade. Em entrevista ao Portal Comunitário, ela afirmou que “realmente teve corrupção” e que o repasse de verbas foi interrompido após o indício de que a empresa não estaria cumprindo o contrato. Ela afirma que a construtora não recebeu nada a mais pelo serviço que ela não executou.

A equipe do Portal Comunitário tentou entrar em contato com a Construtora Valor, mas até a publicação desta reportagem não obtivemos respostas.

“Essa obra foi feita a partir de convênio entre a Prefeitura de Ponta Grossa e a fiscalização era responsabilidade da prefeitura”, acrescenta Letícia. O valor cedido ao poder municipal foi de menos de 50% (R$ 2.020.000,00) da quantia total planejada para os gastos da construção.

 Caso a fiscalização municipal constatasse que o serviço equivalente ao investimento tivesse sido de fato realizado, o governo do Paraná distribuiria o restante do montante dividido em duas partes. Uma segunda verificação aconteceria após a realização de 75% da obra e outra quando fosse concluída.

O Núcleo Regional ainda afirmou que, como a Construtora Valor não cumpriu o primeiro acordo, por não repassar o dinheiro ganho do Governo aos funcionários, as obras foram paralisadas.

Na sequência, nenhuma quantia foi repassada pelo governo. Um novo pedido de andamento será solicitado à Superintendência de Desenvolvimento Educacional, uma vez que, segundo dados do Núcleo, apenas 35,31% da construção estão concluídos, mas até agora nenhum prazo foi estipulado.

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Categoria: Cará-Cará
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