altO projeto Escola da Bola promove treinos de futsal e voleibol para os jovens da comunidade do Núcleo Santa Paula. Durante todos os dias da semana, a partir das 14 horas, meninos e meninas se encontram no ginásio do bairro para jogar. Para entrar no projeto, os alunos precisam frequentar a escola e obter a permissão dos pais.

 

   
Todas as tardes, de segunda a sexta-feira, os jovens do Núcleo Santa Paula interessados em esportes têm um compromisso no ginásio do bairro. O projeto Escola da Bola atende jovens de todas as idades e se divide em futsal e voleibol masculino e feminino.

A partir das 14 horas, os professores Carlos Eduardo Malaquias (China) e Carlinhos Mendes se dividem para treinar os alunos nas duas modalidades. As turmas são organizadas por idade, desde Sub 11 até Sub 17.

Para participar, é necessário estar matriculado na escola e frequentar as aulas regularmente. Os alunos precisam também preencher um cadastro e obter a permissão dos pais. Cerca de 150 jovens participam da Escola da Bola, cada um fiel à sua modalidade. “A porcentagem de meninos que jogam dois esportes é muito pequena. As meninas, principalmente, só jogam voleibol”, afirma o professor Carlinhos Mendes.

Inicialmente, a Escola da Bola pretendia promover quatro esportes: futsal, voleibol, handebol e basquetebol. No entanto o handebol teve pouca adesão, e o basquetebol não teve continuidade por falta das tabelas, retiradas pelo presidente da Associação de Moradores, Osmar Cordeiro.


“Os alunos sentem falta do basquete, mas as tabelas foram retiradas para não atrapalhar os jogos de futsal que ocorrem à noite, já que o ginásio é alugado regularmente”, reclama Carlinos.

O presidente se defende, afirmando que a manutenção do ginásio depende desses aluguéis.

Portanto, manter os jogos de futsal à noite é mais importante do que oferecer uma modalidade a mais no projeto Escola da Bola.

Durante as aulas, os professores percebem que metade dos alunos jogam por diversão e a outra metade quer seguir carreira e jogar profissionalmente. “Depende do professor, na verdade. Como eu sou preparador físico da seleção de futsal Sub 17 e Sub 15 de Ponta Grossa, eles querem que eu os leve para jogar lá”, afirma Carlinhos.

Ele conta também que nunca teve problema com brigas entre os jogadores, ou qualquer espécie de vandalismo. “É claro que as vezes, durante o jogo, os meninos acabam se desentendendo... Mas isso é normal e procuro ensiná-los a lidar com essas situações”.