Evento sobre patrimônio promoveu caminhada para explicar aspectos ligados à história de Ponta Grossa

A imagem mostra um grupo de pessoas conversando na praça em frente à Catedral de Ponta Grossa

Participantes conversam sobre a história da Praça Floriano Peixoto, ao lado do monumento que comemora 150 anos da cidade.

 

O Congresso Brasileiro de Patrimônio Cultural movimentou Ponta Grossa na última semana. Integrando a programação do evento, o footing na Praça Floriano Peixoto mostrou que o local se destaca por preservar marcas da memória da cidade.


Também conhecida como a “Praça da Catedral”, ela possui elementos que celebram a história ponta-grossense. É o caso da igreja que representa o poder eclesiástico. Bem em frente à praça, há ainda o quartel que vem lembrar o papel do poder militar na cidade.

O diretor do Museu Campos Gerais e professor do Departamento de História da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Paulo Mello, explica que o footing é uma ‘caminhada de estudo’. Dessa forma, a atividade promoveu uma aula sobre a história do local a partir dos monumentos e dos edifícios que ficam na região da praça.

Em material distribuído aos participantes, é contada uma interessante história sobre como se deu a origem do footing, uma caminhada descontraída em passeios. Essa era um hábito comum, antigamente, principalmente em cidades pequenas. Em Ponta Grossa, ele era mais comum na Rua XV de Novembro, que fica próxima à “Praça da Catedral”.

Paulo reforça a importância da praça para a história e memória da cidade. “Aqui é um lugar de muitas marcas, algumas até mesmo foram enterradas”, diz. “Essa praça, talvez mais que outras, concentra poderes simbólicos”, comenta se referindo à igreja, ao fórum e ao quartel.

A Catedral fica no mesmo lugar de outras três antigas capelas que foram demolidas. A construção, que antecedeu a atual, ainda faz parte da memória emocional de boa parte da população mais velha. Por esse motivo, essa foi uma das questões discutidas durante a atividade.

A ‘nova’ catedral, que começou a ser construída em 1978, pode ser considerada um símbolo do poder eclesiástico. Com uma arquitetura grandiosa, moderna e colorida, ela se destaca no cenário urbano, podendo ser vista à distância.

Paulo destaca que o evento busca conscientizar e despertar o interesse da população ponta-grossense para a valorização do patrimônio. “Assim como no Brasil afora, o patrimônio da cidade está ameaçado, não apenas do ponto de vista das intempéries, mas também pelo simples abandono das pessoas”, avalia.

O professor ainda destaca a importância das atividades educativas e de interação. “É preciso extrapolar o evento. As pessoas têm que viver o patrimônio como parte da cidade, como festividade e alegria. É uma forma de autoconhecimento da cidade”, defende.

O estudante de arquitetura Paulo Batista, que participou do evento, declara que sempre se interessou pelo assunto e defende a conscientização da população. “Isso me chama bastante atenção porque sempre morei aqui, no mesmo lugar, e acho isso importante para autoconhecimento”.

Reconhecendo o desconhecimento da população acerca dos bens patrimoniais, Paulo reforça a necessidade de eventos que promovam atividades sobre o tema. “A educação patrimonial pode trazer um sentimento que as faça perceber a importância desse valor”, conclui.

 

 

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