Agricultores do pré-assentamento Emiliano Zapata já estão sentindo os efeitos das oficinas realizadas na 14ª Jornada Agroecológica realizada em Irati neste ano. A Jornada contou diversas atividades, como conferências, oficinas, atividades culturais e feira de produtos agroecológicos e artesanatos na área do Clube Tradição Wille Larrs.


José Dirceu, mais conhecido como Tio Bilia, agricultor da Cooperativa Camponesa de Produção Agroecológica da Economia Solidária (Cooperas), entidade que integra o Emiliano Zapata, diz que a jornada o animou a continuar a trabalhar e buscar melhorias na produção.

“Na jornada é explicado o que é bom e o que é ruim na agricultura, o que é melhor na produção e agrada ao público. Participar da jornada me deixa alegre”, afirma José Dirceu, mais conhecido como Tio Bilia.

 

Uma preocupação que Tio Bilia teve através da jornada foi garantir o selo de produto orgânico, atrás do qual comunicaram a IESol que contatou a Ecovida, rede de agroecologia que avalia o produto para a entrega do certificado de garantia do produto ecológico. “O selo ajuda nas vendas, para mostrar o produto que vendemos, de onde vem e até mesmo na divulgação do produto”, conta.

O resultado é sentido pela consumidora Luciane Gomes, que frequenta há cinco anos as feiras da Incubadora de Economia Solidária (IESol) de orgânicos. “Os agricultores adquiriram, ao longo de eventos de agroecologia, um aprendizado que já está incorporado ao trabalho cotidiano, na produção e na comercialização, e que são visíveis nas feiras e na luta política deles”, conta Luciane.

Para Luciane, a certificação de orgânicos através do selo influencia a escolha dos produtos que ela compra. “Eu prefiro comprar os produtos das feiras por serem de boa qualidade, com preço mais acessível que dos grandes mercados e por não ter veneno, pois é orgânico”, afirma.

Estagiária da IESol, Ana Carolina Gilgen, acredita que a jornada ajuda na relação de vínculo com o empreendimento social, vez que as pessoas não tem tanto conhecimento sobre eles. “A jornada ajuda a entender a vivência do movimento do MST e dos assentamentos da IESol em seu cotidiano e estimula a troca de conhecimento”, comenta Ana.