O documentário "Doze meses de resistência: A terra como horizonte de vida" será lançado oficialmente neste sábado, dia 08/07, às 18h, no Acampamento Maria Rosa Do Contestado (MST), em Castro.

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Apresentação

Cerca de 40 famílias residentes na Colônia D. Luiza (Vila D.E.R e Jardim Ouro Verde) foram realocadas pela Coordenadoria Municipal de Proteção da Defesa Civil em conjunto com a Companhia de Habitação de Ponta Grossa (Prolar) para regiões em que não existam riscos.

Os moradores passaram a viver próximos aos antigos lares, em casas pré-fabricadas fornecidas pela prefeitura.  A região ainda não possui pavimentação nas vias e tratamento de esgote, no entanto, a coleta seletiva já ocorre. Procurada sobre o assunto, a prefeitura informou que o pedido para a instauração do esgoto já foi encaminhado e está próximo de ser realizado.

Maria Ferreira, aposentada e moradora do bairro há cinco anos, conta que morava próxima a um arroio pequeno, que com o passar do tempo e as chuvas aumentou. “Em alguns dias ficava bem perigoso, tinha medo que tudo caísse”, conta.

Já para o motorista Jairo Oliveira, a saída de sua antiga residência não agradou sua família. “É complicado a gente abandonar nosso cantinho, que batalhou tanto pra conseguir; meus filhos gostavam mais do antigo e preferiam ter ficado lá”, lamenta

A estimativa é de que aproximadamente 2,5 mil famílias estão em áreas de risco na cidade. No total, segundo dados da prefeitura, são mais de sete mil famílias vivendo em local irregular que envolve algum tipo de perigo.  Quase metade desse número é classificada como ‘prioridade 1’ para a retirada, uma vez que há risco iminente de desastre.

Contudo, a Defesa Civil da cidade conta atualmente com apenas seis profissionais em atuação, para atender a quarta maior cidade do Paraná, o que dificulta na velocidade dos processos.