O documentário "Doze meses de resistência: A terra como horizonte de vida" será lançado oficialmente neste sábado, dia 08/07, às 18h, no Acampamento Maria Rosa Do Contestado (MST), em Castro.

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Apresentação

O Brasil tem em suas raízes as marcas de vários povos, várias culturas e várias etnias. Alemães, ucranianos, poloneses, africanos, turcos, italianos, japoneses... Essa diversidade proporcionada pelas ondas de migração, espontâneas ou forçadas, resultou na construção da sociedade brasileira, de nossa cultura e da imensa diversidade de cores, sotaques e costumes que fazem parte do nosso dia-a-dia.

 

A grande maioria destes emigrantes ao chegar no Brasil se instalou em bairros ou fundou cidades, a fim de facilitar a vivência no país pela dificuldade com a língua e para conservar as marcas dos seus países de origem. Em Ponta Grossa não foi diferente, o bairro Nova Rússia recebeu imigrantes ucranianos e russos, e por esse motivo recebeu esse nome. Hoje, mais de um século depois da instalação dos emigrantes as marcas da arquitetura, da escrita e da língua estão menos presentes, quase imperceptíveis em meio ao grande crescimento do bairro, ainda assim aos domingos é possível ouvir vozes rezando em ucraniano na Paróquia Transfiguração de Nosso Senhor.

Manter os laços culturais dos antepassados não é fácil. Preservar os rituais, a língua e todos os outros costumes pode ser extremamente complicado em meio ao bombardeio cultural proporcionado pela modernidade. Essa dificuldade não pode ser justificada pela mistura dos povos.

Cidades como Prudentópolis e Blumenau, ou o bairro Santa Felicidade em Curitiba, preservam a cultura dos povos que os formaram, e mesmo que formados por muitos descendentes não são exclusivos destes. Culpar a miscigenação no Brasil é muito mais fácil que buscar alternativas para que as pessoas se interessem em manter os costumes. Perguntar o sobrenome de uma pessoa é mais simples que buscar uma maneira para que ela entenda uma cultura.

Veja a reportagem: Igreja ucraniana incentiva jovens e crianças a manter tradições