O documentário "Doze meses de resistência: A terra como horizonte de vida" será lançado oficialmente neste sábado, dia 08/07, às 18h, no Acampamento Maria Rosa Do Contestado (MST), em Castro.

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Apresentação

Como diz o velho ditado: se andar fosse bom para a saúde, carteiro seria imortal. É claro que uma caminhada ou outra semanalmente ou até mesmo diariamente faz bem para a saúde.

 

Mas andar para lá e para cá todos os dias, carregando peso, enfrentando as condições adversas de temperatura e clima, relevo sinuoso, trânsito e cachorros prestes a lhe morder é complicado. Para que uma correspondência chegue perfeitamente em nossas casas, o carteiro precisa passar por uma rotina diária pesada e repleta de dificuldades.

Apesar de ter todo o suporte para a realização das entregas (filtro solar, roupas e sapatos planejados), o carteiro precisa antes de tudo ser mais bem reconhecido, não somente pela empresa, mas também pela sociedade, que não consegue perceber a importância, responsabilidade e “complexidade” do seu serviço.

São os que deixam cachorros soltos ou não numeram sua casa corretamente, impossibilitando a entrega. Ou também os governantes que pagam um salário relativamente baixo e negociam propostas de aumentos também baixos para a categoria. Quantas greves já presenciamos acontecer nos Correios?

Somado com bonificações, um carteiro ganha em média 900 reais. Salário muito baixo para uma profissão de extrema dificuldade se comparada a outras que exigem menos esforço físico e dedicação.

Mas a principal gratificação destes trabalhadores é ver seu objetivo cumprido, entregar a correspondência dentro do prazo, mesmo com um cachorro no seu encalço ou a chuva ameaçando seu material de trabalho. Objetivo nada fácil, que devemos valorizar, e muito!

Veja a reportagem
Funcionários reclamam das políticas de saúde, esporte e integração dos Correios