O documentário "Doze meses de resistência: A terra como horizonte de vida" será lançado oficialmente neste sábado, dia 08/07, às 18h, no Acampamento Maria Rosa Do Contestado (MST), em Castro.

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Apresentação

Com a proliferação dos hipermercados e shopping centers, a ida à feira tornou-se uma prática pouco utilizada pelas pessoas, afirmando-se como um ato costumeiro apenas de moradores mais antigos dos bairros longe do centro.


Muitas vezes, a feira acaba virando um ponto de encontro, um espaço de socialização. É o caso da feirinha do São José, que, com mais de 30 anos de existência, está prestes a ser fechada. A prefeitura pretende reaver o terreno, que hoje é ocupado por 13 comerciantes e composto por 20 espaços de alvenaria para disposição das lojas.

Os moradores antigos da região, assim como os trabalhadores da área, têm na feirinha uma opção prática para almoço e compras. Já os feirantes não sabem para onde vão e nem se vão continuar o negócio em outro lugar. Isso é muito complicado quando se pensa que trabalham na feirinha pessoas que construíram toda uma história de vida ali. Alguns trabalham no local há mais de 20 anos. Simplesmente tirar as pessoas de um lugar e não lhes dar nenhuma garantia não é a melhor opção, mas foi a que a Prefeitura escolheu.

O governo municipal argumenta que pretende construir um Centro de Educação Infantil no local. Mas porque a necessidade de ser justamente ali? Ponta Grossa conta com vários terrenos e espaços que abrigariam sem problemas uma estrutura para as crianças. É preciso que o poder público e os feirantes, sem prejuízo a nenhum dos lados, encontrem outra alternativa para que não se perca um local de valor histórico e cultural de Ponta Grossa.

Veja a reportagem:  “Feirinha do São José” deve parar de funcionar