altCrônica: Um recorte do cotidiano

“Atividade musical coletiva ajuda a criança de maneira especial”, diz professor da UEPG
    Uma das atividades pedagógicas que o Grupo Reviver desenvolve em contra turno escolar são as aulas de canto e música. São 57 alunos no total, com idade entre quatro e 18 anos. Para os de quatro a seis anos, o trabalho é de musicalização. Já com os demais alunos, o trabalho é teórico, em sala de aula, e também prático, em estúdio, no qual aprendem canto e a tocar instrumentos musicais. O Projeto Família Pintando o Sete fará sua primeira apresentação agora em junho.

A importância da música, nas palavras das crianças (áudio)

O Grupo Reviver conta com o Projeto Família Pintando o Sete. Este projeto desenvolve atividades artísticas. As aulas que deveriam ser de teatro e música, hoje, são apenas de música.

“Por ser voluntário o trabalho do professor de teatro, a pessoa vem uma vez e depois não aparece mais”, desabafa o Auxiliar administrativo e Professor de música do Grupo Reviver, Ronaldo Silva.

De acordo com ele, o objetivo das aulas não é formar músicos profissionais e sim aguçar outros aspectos: “Eu tenho sentido que eles estão ficando mais confiantes na comunicação, adquirindo mais coordenação motora, e a interação em grupo melhorou. Estou muito satisfeito com os resultados”.

Apesar de as aulas terem começado em outubro do ano passado, parado no período das férias escolares e retomado as atividades em março deste ano, o projeto pessoal do Professor é de uma banda mais completa, com baterias e baixos.

reviver3-31-05-09.jpgPara Vera Regina Taborda (foto), Presidente da ONG, as aulas de música surgiram da necessidade das crianças de exteriorizarem seus sentimentos.

“A música é uma maneira de nós expressarmos o que sentimos. Nós vimos que as nossas crianças tinham esta necessidade porque familiarmente eles não têm condições de aprender alguma coisa. Aqui estamos vendo que eles estão melhorando o comportamento”.

Hoje a Instituição conta com 30 violões e instrumentos alternativos como pandeiro, triângulo, maraca, cavaquinho, tambor, para os que não têm habilidades com instrumentos de corda, e flauta doce. As aulas são divididas em teóricas e práticas. Nas aulas teóricas os alunos aprendem a ler partituras e tablaturas, o que segundo Ronaldo é um diferencial.

“Só a elite, que pode estudar em boas escolas e conservatórios, tem acesso a esta questão teórica que envolve a música”. Já as aulas práticas, que são feitas em um estúdio improvisado numa das salas da sede do Reviver, são realizadas com grupos de até dez alunos por vez, para que as instalações ofereçam o mínimo de conforto.

Já foi solicitada ao poder público uma verba para comprar mais instrumentos. De acordo com o professor, que é especializado em cordas, as aulas contemplam três mundos dentro da música: percussão, sopro e corda.  Para ele, a aquisição de novos instrumentos será boa para tornar mais dinâmicas as aulas.

A primeira apresentação do grupo está marcada para a Conferência Anual da Assistência Social, que deve ocorrer em junho, na cidade de Ponta Grossa. Para este momento, estão preparando uma apresentação com a música Asa Branca de Luiz Gonzaga.

O professor Ronaldo (foto) destaca os fatores positivos desta canção: “Trata-se de uma música simples, qualquer instrumento pode tocá-la. Para mim, a mais importante do século e é de conhecimento público”. O músico conta que todos os estudantes irão participar da apresentação. Um figurino e coreografia também estão sendo pensados para o dia.altalt