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A partir de 2008, Ponta Grossa passa a comemorar anualmente o Dia Municipal da Capoeira. A sugestão para que fosse criada uma lei a respeito partiu de Elcio Santos, professor do Centro Cultural Ilê de Bamba. E tudo começou com uma pesquisa na internet.


A lei 9.448, que estabelece a criação da data comemorativa, foi aprovada em 25 de março e fixou 23 de novembro como o Dia da Capoeira em Ponta Grossa. Nesse dia, em 1900, nascia Mestre Bimba, que criou o estilo de capoeira chamado regional (o mais praticado, com acrobacias e ritmo rápido) em 1928.

Elcio viu que uma cidade em Goiás concedia um dia do calendário à capoeira. Soube que, em Curitiba, um vereador mestre de capoeira, havia aprovado projeto semelhante. Como já o conhecia, pediu mais informações. O passo seguinte foi procurar a vereadora Ana Maria Holleben (PT), com a qual Elcio trabalha, para que fosse a proponente da lei.

Na segunda-feira passada, dia 24, o Ilê de Bamba fez uma apresentação simbólica na frente da Câmara Municipal. O público pôde conferir o maculelê (jogado com bastões de madeira) e, é claro, a capoeira.

Alunos da 3ª série de uma escola da cidade que estavam na Câmara compuseram a maioria do público. A professora Adriana Machado Dolce disse que vários nem conheciam o que era a capoeira e acharam interessante, pois faz parte da história e da cultura do Brasil. Isabele Denkewski, de nove anos, acha legal a música que acompanha os golpes.

Ester Santos, professora do Ilê de Bamba, ficou desanimada com a pouca importância demonstrada. Ela esperava que a apresentação ocorresse no plenário.

O vereador George de Oliveira (PMN) disse que não sabia da data e da apresentação. “Passou completamente batido”, opina. Ele pediu desculpas ao movimento ligado ao esporte e contou que aprecia a capoeira e tem até um berimbau em casa, adquirido em viagens turísticas à Bahia.

Para o ano que vem, o Ilê de Bamba tem a expectativa de comemoração mais expressiva e conquistas importantes para a capoeira em Ponta Grossa.