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emilianozapata1-22-04-2013O “Massacre de Eldorado dos Carajás”, que matou 21 trabalhadores há sete anos, originou o Abril Vermelho. Este ano, o período de manifestações contou com a paralisação de BRs por todo o páis e, em Ponta Grossa, com a ocupação da sede da Embrapa para cobrar terras onde moram há mais de 10 anos.

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A configuração do acampamento improvisado às margens da Rodovia do Talco

Editorial: Abril de lutas vermelhas pela Reforma Agrária

 

Neste ano, as atividades do Abril Vermelho no Paraná aconteceram de 16 a 18 na sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Curitiba. Em Ponta Grossa, os integrantes da Comunidade de Resistência Emiliano Zapata iniciaram as atividades às 6h30 do dia 15 de abril. O horário marcou a ocupação da sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

“Nosso primeiro objetivo aqui é fazer pressão para que seja liberado o título da terra onde moramos. Estamos há 10 anos lutando por isso. O segundo ponto é trazer para discussão a pauta da Reforma Agrária na região”, afirma o militante do MST, Célio Rodrigues.

Desde 2003, esta é a quinta vez que a sede da Embrapa é ocupada pelos manifestantes. Segundo o ouvidor agrário regional do Incra, Raul Bergold, a liberação da terra depende apenas do envio do georreferenciamento (demarcação dos limites da terra) por parte da Embrapa.

Em 2005 o Incra efetuou um depósito de R$ 5 milhões referentes ao Título da Dívida Agrária (TDA) a Embrapa. Este valor está relacionado aos 630 mil hectares referentes à área Emiliano Zapata. Sendo assim, a terra já foi paga à Embrapa.

O gerente da unidade da Embrapa na cidade, Osmar Beckert, que está no cargo desde a primeira ocupação afirma que o processo de encaminhamento não depende mais da sede em Ponta Grossa. “As nossas providências foram tomadas. Agora quem está com a bola é o pessoal de Brasília. O que diz respeito a essa área está sendo trabalhado por eles”.

O protesto em frente a sede da Embrapa durou 34 horas. Os acampados deixaram a área quando o advogado e o gerente da empresa entregaram dois documentos aos manifestantes.O primeiro documento é o comprovante de que o georreferenciamento está no cartório. E o segundo é uma declaração de que a Embrapa se compromete a informar aos acampados sobre o andamento do processo.

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Iniciando a sessão da Câmara Municipal de Ponta Grossa, o militante do MST, Célio Rodrigues utilizou a tribuna livre para expor a situação da Comunidade Emiliano Zapata, que há 10 anos espera pelo título da terra. Acompanhe o discurso.

 

E você, já presenciou alguma manifestação do MST como as ocorridas no Abril Vermelho?

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Categoria: Movimento Sem Terra
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