Na última terça-feira, 29 de setembro, foi realizado um debate acerca da relação entre gênero, religião, educação e sexualidade. O evento ocorreu no Auditório do PDE, no Campus Uvaranas da Universidade Estadual de Ponta Grossa. A iniciativa foi promoção do projeto ‘Universidade e sociedade: perspectivas após o 29 de abril’ e contou com o apoio do Grupo de Estudos Territoriais (Gete).

 Cada participante da mesa de abordou um tema. O padre diocesano de Ponta Grossa Fabio Sejanoski e o bispo Naudal Alves Gomes, da Igreja Episcopal Anglicana de Curitiba, discutiram as posturas fundamentalistas e progressistas assumidas por seguidores do cristianismo e por membros da comunidade LGBT.

Na área da educação, o mestrando William Hanke afirmou que muitas políticas educacionais e posturas assumidas por discentes de espaços escolares são marcadas pelo preconceito de gênero e pela  homofobia. A mestre em Gestão do Território Adelaine Ellis Carbonar dos Santos apresentou uma reflexão sobre o tema ‘Espaço escolar, homossexualidade e prática discursiva docente em Ponta Grossa’.
O professor Marcio Ornat, do Gete,  avaliou que o debate se deu de forma desarmada, destacando ainda a importância do tema em função do retrocesso nas políticas educacionais.

“A discussão se faz necessária tendo em vista todo o avanço do fundamentalismo religioso verificado nas votações dos planos de educação, que excluíram o termo ‘gênero’. Essa foi baseada em discursos de ódio”, afirma Ornat, que leu trechos de livros que foram utilizados na época daquele debate, segundo ele.

Para a estudante do ensino médio Thaís Souza de Lima, que acompanhou o evento, questões de gênero são pouco discutidas entre pessoas da idade dela, o que gera um certo atraso ideológico. “Não estudar esse tema no colégio faz com que a gente tenha uma ideia muito errada das coisas. Eu, por exemplo, só ouvi falar porque minha irmã se interessa muito pelo tema”, analisou a adolescente.

Clique aqui para conferir uma parte da discussão, disponível no Youtube.