A nova gestão da associação de moradores do Jardim Lagoa Dourada já foi escolhida através de eleição no dia 16 de junho. O edital para esse tipo de votação é feito pela União das Associações de Moradores de Ponta Grossa e exige que o presidente comprove endereço e a chapa tenha no mínimo 12 pessoas.

 

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O Jardim Lagoa Dourada, localizado no bairro Neves, tem uma nova diretoria na associação, depois de cinco anos sem representante dos moradores. As inscrições das chapas terminaram no dia 1º de junho e apenas uma se candidatou. A votação estava marcada para o dia 16 de junho, mas como não houve disputa, a única inscrita automaticamente será empossada. A posse tem prazo máximo para acontecer após 30 dias da eleição.

“Ninguém tinha referência de líder aqui na vila e as pessoas não sabiam a quem recorrer para reclamarem dos problemas. Reunimos moradores desde o começo da vila até o fim, para tornar mais unido”, diz a 1ª secretária da chapa, Cátia Daiane Ribeiro dos Santos. No total, são 15 pessoas no grupo e o candidato a presidente é Ronei Mendes de Miranda.

“Eles estão sem associação desde 2007 e por isso teremos que começar do zero lá. Fazer um novo estatuto e organizar os documentos”, explica a diretora geral da União das Associações de Moradores de Ponta Grossa (UAMPG), Lusinete dos Anjos. O estatuto deve conter as especificações dos deveres da nova diretoria e também de quanto em quanto tempo terá eleições, para isso será realizada uma assembleia com os moradores para ser aprovado. O estatuto só pode ser feito depois da posse da nova diretoria, que ainda não tem dia marcado, como informou a diretoria geral da UAMPG. “Houve várias eleições nesses últimos meses na cidade e por isso estamos com a agenda lotada. Mas o prazo para aclamação será cumprido”, conclui.

 Protesto

No dia 21 de março, os moradores do Lagoa Dourada protestaram na entrada do Jardim.“Divulgamos na nossa mercearia e pedimos a ajuda de todos para protestarmos. Somente alguns apareceram. Não tínhamos um representante para falar por nós, então percebemos que a associação de moradores teria que voltar à ativa”, explica a moradora Rosangela Vivi.

“Estamos  pedindo várias melhorias, um posto de saúde, pavimentação e um ônibus maior”, comenta a moradora Patricia Ferraz, um das organizadoras do protesto. Outro pedido é uma escola na vila. Um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) está em fase de finalização mas atenderá somente crianças do infantil e até a 4ª série.

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