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A sede da Associação de Moradores do Núcleo 31 de Março está há aproximadamente cinco anos sem manutenção. Localizada na Rua Washington Luiz, a sede tem espaço amplo mas, ao entrar no local, pode-se ver algumas janelas sem vidro, paredes manchadas e portas deterioradas. Na área externa a grama está crescida. Algumas pessoas alugam o espaço para fazer bazares. Segundo usuários, a cobrança é de 30 reais por dia.


“Os dirigentes pegam o dinheiro e não reformam nem mantêm o lugar limpo, com a grama aparada. Se tem eleições eles promovem almoço para ganhar”, diz a vendedora autônoma, Carmen Lúcia de Moura. “O lugar está caindo, antes faziam muitas festas de aniversário lá, agora poucos fazem. Eu frequentava a Associação antes, mas faz 2 anos que não acontece nenhum evento”, reintera  a dona de casa Avani Cavalli.

A aposentada Ione de Souza conta que, antes da atual gestão, ensinava bordado e pintura ao clube de mães na sede da Associação. “Quando o atual presidente ganhou, disse que eu tinha que cobrar das mães. Mas, jamais faria isso. Hoje eu ensino na garagem de casa”, diz.

A diretora da União das Associações de Moradores de Ponta Grossa (UAMPG), Ariane Flores Aires, diz que nunca havia recebido reclamações da Associação do 31. “Não podemos estar em todos os 197 bairros. Se as pessoas não vierem fazer as reivindicações não posso cobrar do presidente”, explica.
A diretora fará a prestação de contas com a presidência da Associação.  “Se está tendo bazar e não tem investimento, pra onde está indo esse dinheiro?”, questiona.

Já o presidente do Conselho Deliberativo da UAMPG, Luiz Carlos Lopes, diz que apenas deliberações e processos de eleição são feitos pela União. Conforme Lopes, quando o presidente é eleito, tem a responsabilidade de mostrar o trabalho no bairro. “Não fazemos a fiscalização. O conselho fiscal e a própria comunidade fiscalizam o trabalho do presidente”, conclui.

O presidente da Associação do 31, Onadir Batista da Cruz, explica que a ausência de verba municipal impede reformas e melhoramentos na sede. “A associação sobrevive sem nada, não temos o que fazer”, diz. Em relação aluguel cobrado para bazares, o presidente explica que o dinheiro é destinado à limpeza e pequenas manutenções.

Categoria: Neves
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