Em busca dos seus próprios direitos, e sem apoio prévio da Prefeitura, moradores do Núcleo Pitangui e Rio Verde constroem suas próprias opções de lazer. A valorização do espaço onde mora e responsabilidade pelas próprias conquistas faz com que Prefeitura veja como positiva essa atitude

O lazer, que era para ser direito de todos, está sem sede no Núcleo Rio Verde e Pitangui. Os moradores estão tendo que tomar peito da situação e construir suas próprias opções de divertimento, como pista de skate e parquinho para as crianças.

Moradora do Condomínio Real, localizado no Núcleo Pitangui, Sueli Nunes se juntou com suas vizinhas e limpou o terreno dos fundos da rua, para que um parque infantil tivesse onde ser montado. A falta de espaço para lazer, segundo ela, é mais sentido pelas crianças:

“Agora, com a proximidade do horário de verão, as crianças precisam de um espaço maior para brincar. Aquele terreno ali em cima daria uma bela praça, mas está ali, abandonado”.

O terreno falado por Sueli é de propriedade do município. Cesar Mendes, supervisor do Cadastro Técnico Municipal, conta que no momento em que é feito o loteamento, essas áreas são reservadas como institucionais, não objetivando apenas praças para lazer, como também postos de saúde, entre outras alternativas.

Porém o grande número de áreas espalhadas pelos bairros impossibilita que o projeto seja iniciado em todos. Moradores dos núcleos construíram uma pista de skate com mão de obra própria, e para Cesar isso só vem a somar:

“A Prefeitura não tem nada contra esse tipo de atitude vinda da população, porque isso só vem agregar e melhorar a situação dos próprios bairros, valorizando a região.”

Paulo Sérgio Santos, assessor de Assuntos Comunitários da Prefeitura, afirma que o setor está disposto a auxiliar o pedido dos moradores: “O primeiro passo a ser feito é o protocolo de pedido junto ao setor de Assuntos Comunitários aqui da Prefeitura. Depois do nosso estudo técnico da área, nós protocolamos um pedido para que os brinquedos do parque, assim que cheguem na cidade, sejam destinados à essa comunidade”.