A família de nove pessoas perdeu tudo em um incêndio acidental no primeiro dia de outubro. A Defesa Civil, vizinhos e bombeiros ajudaram a apagar o fogo. Agora, os moradores da casa destruída aguardam ajuda de administração pública.

 Havia 1 ano que Iracema Ferreira tinha conseguido a casa. Ela e mais oito pessoas se acomodavam em quatro cômodos de uma pequena residência, no final da rua, do Jardim Londres. No 1º dia de outubro, a realidade mudou. A família perdeu tudo em um incêndio acidental. Os fios pegaram fogo.

“Só deu tempo de salvar as crianças e essa TV”, conta Iracema, apontando para uma televisão de 42 polegadas, ao canto da nova casa improvisada. Duas filhas e dois netos brincavam no quarto quando o fogo começou. Quando se deu por conta, o teto já havia sido consumido e os móveis estavam queimando. Nem os documentos se salvaram.

Iracema morava no Jardim Santa Mônica, e foi sorteada pela Companhia de Habitação de Ponta Grossa (Prolar), para viver ali, pois não podia trabalhar por conta do câncer. “Muita gente prometeu ajuda. Desde a imprensa, até a mulher do Prefeito. Mas, até agora, a única ajuda que recebi foi a dos vizinhos”, diz.

    

Por volta da 13h, a vizinha, Júlia Santos, sentiu o cheiro de fumaça e ligou para os bombeiros. Logo, todos que moravam em volta tentaram apagar o fogo. Quando viram que todos os objetos se perderam, juntaram dinheiro para a moradora comprar algumas tábuas e construir, de última hora, uma casa improvisada, onde vive até o momento. “Ajudamos sim. Em quatro dias ela construiu a casa. Imagino como é ruim perder tudo que lutou para conseguir”, diz Júlia.

O Coronel Edimir D’Paula, chefe da Defesa Civil em Ponta Grossa, diz que o incêndio foi causado pela má qualidade da fiação das casas da Prolar. “Um curto circuito nos fios mal encapados e instalados pode gerar grandes incêndios em poucos minutos”, explica. A Defesa Civil doou à família um kit de emergência com roupas e comida. Em casos de grandes acidentes, as famílias podem ser realocadas de casa.

Enquanto aguarda ajuda, Iracema arruma a nova casa. O aparelho de DVD foi a perda mais sentida pelas crianças, a geladeira, por ela. A janela, agora de madeira, dá de frente para a nova vista da família: tudo o que foi consumido pelo fogo.