Sete anos de demora na construção se colocam entre as casas populares e as famílias que aguardam na fila de espera por uma moradia. O Jardim das Andorinhas, localizado no fim do Núcleo Pitangui, está com casas abandonadas e depredadas por vândalos. Prolar corre atrás do prejuízo e abre licitação para término das obras

“Tem gente na fila que está precisando de uma casa para morar e essas estão lá, largadas e servindo de abrigo para marginal”. Seu Gilmar Tavares é apenas um entre mais de 15 mil famílias inscritas que aguardam na fila para uma casa construída pela Companhia Pontagrossense de Habitação (Prolar).

Enquanto a espera é grande, aproximadamente 45 casas populares estão abandonadas na região do Núcleo Pitangui. As unidades fazem parte do Jardim das Andorinhas, que iniciou suas obras há mais de sete anos.

O abandono da construção aconteceu após as duas construtoras que assumiram a obra terem falido antes mesmo de terminar a construção das casas.

O mato toma conta. Além daquelas que não foram terminadas, as casas já em pé estão marcadas por pichações que sinalizam uma tomada do lugar por vândalos da redondeza. Olívio de Oliveira é funcionário da Prolar há 15 anos, e há um ano está como vigilante do Conjunto Habitacional Jardim das Andorinhas.

“Quando comecei a trabalhar de vigilante aqui, as casas já estavam sendo demolidas. Isso parou depois que foram colocados outros seguranças aqui, para fazer a vigia também de noite, já que eu trabalho só de dia”, afirma Olívio.

O prejuízo com a depredação do local já supera o valor total da obra. Dino Schrutt, presidente da Prolar, afirma que uma nova licitação foi aberta para que outra empresa seja contratada e conclua as obras.

Para 2014, a Prolar planejou a entrega de 2.600 casas. Cerca de 500 moradias já foram entregues e outras 1.627 devem ser inauguradas até o final do ano. As casas do Jardim das Andorinhas não têm data prevista para serem entregues.