Ainda em 2010, o bairro Neves abrigava mais de 22 mil habitantes, segundo o Censo. Os números de conjuntos habitacionais cresceram e já somam mais de dez em toda a região. Crescerá ainda mais neste ano com a construção do Residencial Costa Rica (I, II e III).

Novas alternativas surgiram para aumentar representatividade nas vilas

Associação de Moradores não exclui necessidade de planejamento urbano em novas vilas

Editorial: Comunidade se adapta em busca de uma maior representatividade

 

 

Com o grande número de habitantes, se fazem necessárias as organizações de associações de moradores. É o caso do Núcleo Pitangui, um dos primeiros conjuntos habitacionais do bairro.

A presidenta da Associação de Moradores do Núcleo Pitangui, Elizabeth de Castro Borges, afirma que a maior parte do trabalho da organização é relativa à elaboração de projetos para a comunidade da vila. “Atualmente nosso principal projeto é o de capoeira, que acontece toda sexta-feira”, diz Elizabeth.

“A sede da associação é mais usada para locação de eventos, além dos projetos”, declara a presidenta. Com a reforma da Unidade de Saúde Antero Machado de Mello Neto, o local mudou as suas demandas e está sendo utilizado para ajudar no atendimento dos pacientes.

Já na Vila 31 de Março, uma das mais antigas da cidade, a associação está sem sede. Primeira moradora da vila, Ione de Souza, diz sentir falta de um lugar que possa sediar os eventos organizados pela associação. “Antes os eventos eram feitos no Núcleo Social, onde hoje é o CRAS”.

Segundo ela, com o passar das gestões, a vila foi perdendo suas lideranças. “O que eu posso pedir, para melhorar a vila, eu peço. Mas a associação mesmo não funciona”, desabafa Ione.

Hoje, a associação possui um presidente, mas ele não é conhecido pela comunidade. Ione afirma não saber como este foi eleito, já que não houve a abertura de uma votação.

A única informação que a moradora passou ao Portal Comunitário é que ele se chama Jean. A equipe de reportagem não conseguiu localizá-lo.

“Precisamos de um presidente que tenha contato com a gente”, diz a moradora, que está na Vila 31 de Março, há mais de 50 anos. Ela garante sentir falta de quando existia uma organização na associação, quando o presidente interagia com a comunidade.

No Jardim Londres o problema é outro. O presidente da Associação de Moradores, Rawinlins Pires, reclama da falta de interesse por parte da população residente no conjunto habitacional.

“Se você chama alguém pra reunião, não vem ninguém. É complicado. É praticamente um sozinho por todo mundo”, contou Rawinlins. Ele diz ainda que muita gente nem sabe que ele é o presidente.

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