Entre os partidos com sede em Ponta Grossa, o Portal Comunitário ouviu 12 representantes. Deste total, 10 (PCdoB, PP, DEM, PMN, PPS, PR, PSB, PT, PTN e PV) se declaram favoráveis ao aumento de 15 para 21 do número de vereadores na Câmara Municipal em 2012. Este número pode chegar ainda a 23 em 2014, conforme o projeto de lei que tramita na Casa. O único partido contrário à proposta foi o PSC, conforme a consulta.  Já o PSDB disse estar sem posição definida.

 

Entre os favoráveis, o presidente do Partido Comunista do Brasil ( PC do B ), Thiago Moro, disse que alguns pontos do projeto devem ser revistos, como o número de assessores para cada parlamentar: “Cada parlamentar deveria receber um valor X para os gastos com funcionários nos gabinetes, como é feito em Curitiba. Em Ponta Grossa temos vereadores com até 10 assessores”. Outro grupo com opinião similar é o Partido Progressista (PP), conforme disse seu representante, Rogério Mioduski. Favorável à mudança, defendeu que os cargos de comissões sejam revistos. “Temos vereadores com até 20 cargos comissionados”.

Também favorável à proposta, o presidente do DEM e vereador, Sebastião Mainardes, lembrou que, mesmo com o aumento do número de parlamentares, o valor do repasse de recursos da Prefeitura para a Câmara não será usado totalmente. Para ele, o que não interferirá no orçamento da Legislativo.

Presidente do Partido da Mobilização Nacional (PMN) e vereador, George Luiz de Oliveira defende que o aumento do número de vereadores seria interessante para o próprio partido. Ele lembrou ainda que a posição do PMN para o assunto será definida após debate em nível nacional. Mas adiantou: “É lógico que o partido será favorável. Assim a possibilidade de eleger mais vereadores do PMN seria maior. De um para dois ou três, talvez”.    

O Partido Popular Socialista (PPS) mudou de opinião há cerca de 15 dias. Na primeira reunião feita pelos partidos para discutir o assunto, os membros da sigla  haviam decidido ficar contra o aumento. “Nesse peso de 15 dias de uma reunião para outra, pensamos em apoiar a ampliação de cadeiras para oito. Assim aumenta-se a representatividade e diminuem-se os votos por legenda”, aponta o atual presidente do partido, Ricardo Yohansen.

O presidente do Partido da República (PR), João Barbiero, comenta a decisão favorável do grupo: “Temos que politizar o povo para escolher bons vereadores. Se os vereadores são poucos, fica mais fácil para o Executivo manipular o Legislativo. Se estivesse previsto na lei a possibilidade de 30 cadeiras, apoiaríamos 30 cadeiras”.  

O presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Romualdo Camargo, também defendeu o aumento do número de vereadores, mas com redução de assessores: “Queremos cortar o 3º assessor. Deve ser feita a adequação dos cargos comissionados”, afirma. Representante da comissão de partidos que defendem a proposta, Camargo diz que o custo das campanhas eleitorais fica caro com 15 vagas e que o PSB vai orientar os atuais vereadores de seu partido, Márcio Schirlo e Maurício Silva, a votarem à favor do projeto de lei.

O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) e deputado estadual reeleito, Péricles de Holleben Mello, destacou que a tendência é a ampliação de vereadores também em nível nacional, por se tratar de uma lei federal: “A tendência no Brasil é que os municípios tenham o máximo de cadeiras permitidas para que não haja diferença de representatividade em cidades grandes e pequenas”, destaca Péricles.

O presidente do Partido Verde (PV), Lauro Padilha, disse que 21 vagas para parlamentares na Câmara significam maior chance de líderes comunitários se elegerem. “Grandes líderes com pouco dinheiro investido na campanha tiveram votação expressiva nas últimas eleições. É o caso do Baixinho, por exemplo, um líder comunitário”, referindo-se ao ex-vereador Francisco Valentim Filho que seria eleito se houvesse um maior número de vagas na Câmara Municipal.