Segundo o Ministério da Saúde, a cada 3.500 habitantes deve haver uma Unidade Básica de Saúde. Mas aproximadamente 19 mil pessoas recorrem à Unidade de Saúde Dr. Adan Polan Kossobudzki da Palmeirinha, que conta com apenas duas equipes do Programa Saúde da Família. As reclamações da população sobre as dificuldades de atendimento são recorrentes.

 

Posto de saúde: uma reivindicação urgente dos moradores da Vila Izabel

Conselho Municipal de Saúde defende maior vínculo entre comunidade e equipes das Unidades de Saúde    palmerinha1-14012011.jpg

Faltam médicos e as filas nos postos de saúde continuam

Editorial: Saúde pública pede socorro


Em meio a conversas informais com os moradores da Vila Izabel, surge um assunto que há tempos é latente e preocupante. Localizada na Palmeirinha, a unidade de saúde responsável pelo atendimento dos residentes da Vila – Unidade de Saúde Dr. Adan Polan Kossobudzki – não consegue dar conta da alta demanda, além da estrutura física precária e da falta de funcionários.


A unidade de saúde funciona com duas equipes do Programa Saúde da Família e conta com dois médicos, dois enfermeiros, dois técnicos de enfermagem e 14 agentes comunitários de saúde. A enfermeira Márcia Therkes, que faz parte da equipe, afirma que não há condições de atender toda a demanda, que corresponde a um total de 19 mil pacientes.


A unidade atende nove mil pessoas cadastradas da Vila Izabel e da Palmeirinha. Mas a população do Parque Nossa Senhora das Graças e da Vila Margarida e a maior parte do bairro Boa Vista, por não ter um ponto de referência nestes bairros, também busca a unidade da Palmeirinha para atendimento de saúde, girando em torno de dez mil pacientes.


Diariamente, há uma previsão de que os dois médicos devem realizar, juntos, 72 consultas, mais o atendimento a emergências e visitas em domicílio. O atendimento funciona a partir de agendamento prévio de consultas, com previsão de atendimento em 15 dias. Mas para conseguir consulta médica no dia, ainda forma-se uma grande fila pela manhã, afirma Márcia. “Há grande rotatividade de gente por aqui e não conseguimos dar conta de atender todos”, conta.

Além disso, existe o problema da demora pelo atendimento, principalmente quando a questão é vacinas e curativos, pois a mesma enfermeira que aplica as vacinas é quem faz os curativos.

Outro assunto abordado pela enfermeira é a estrutura física precária, pois o posto é antigo e está sem reforma há sete anos. Márcia também destaca que o chão de taco das salas é irregular e que a mesma sala utilizada para realizar os exames preventivos é também a sala de atendimento médico, atrasando as consultas.


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