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alt Em Ponta Grossa, a única instituição de ensino e suporte para pessoas com deficiência mental com grau severo localiza-se no Jardim Maracanã. A escola conta com mais de 60 alunos matriculados de toda a região. Apesar das doações e repasses dos governos municipal e estadual, ainda há falta de recursos, pois além da escola, existem as casas-lares, que abrigam crianças e adolescentes órfãos com deficiências física e mental.

 

No Jardim Maracanã, a instituição de iniciativa privada Recanto Espírita Maria Dolores recebe crianças, adolescentes, jovens e adultos com deficiência mental severa.

Atualmente, são mais de 60 alunos de toda a região de Ponta Grossa matriculados no único órgão do município que oferece educação especializada e suporte para esse tipo de deficiência.

No período em que estão na escola, que pode ser integral ou meio período, os alunos aprendem atividades da vida diária como escovar os dentes, comer sozinhos e se vestir, além de artes, informática básica e exercícios de fisioterapia.

A assistente social do Recanto, Kellin Marina Farago, considera o espaço o principal instrumento de socialização de pessoas com deficiência mental severa.

“Se eles não estivessem aqui, provavelmente estariam em casa sem ter contato com ninguém além da própria família”, conta.

Como os alunos dessa instituição necessitam de atenção especializada, os professores dão aula para no máximo quatro pessoas, e os meninos são separados das meninas. Porém, quando necessário, o atendimento é individualizado.

O transporte dos alunos é realizado pela Kombi doada pela Prefeitura Municipal de Ponta Grossa. Como não  é possível atender toda a demanda, foram estabelecidos alguns critérios como o tipo e o grau de deficiência, além da distância entre a residência do aluno e o Recanto. Atualmente a Kombi faz duas viagens por dia, transportando 14 alunos.

Kellin Farago conta que apesar de o Recanto ser de iniciativa privada, sobrevive de doações, de eventos como bazares e chás beneficentes e também do repasse de verbas da Prefeitura e do Estado.

“Nós temos muitos gastos com medicamentos, alimentação e frauda, por exemplo, além do pagamento de mais de 30 funcionários”.  A ajuda da Prefeitura também se dá através do Banco de Alimentos do S.O.S. Apesar da ajuda que recebem, o recurso ainda é escasso, pois não é utilizado somente na escola.

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Categoria: Nova Rússia
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