A comunidade quer um grupo que represente suas reivindicações frente à Prefeitura. Assim, poderia conseguir melhorias, principalmente quanto à pavimentação das ruas e ao saneamento básico.

Desde 2005, a Vila Santo Antônio não possui uma Associação de Moradores. A última presidente da Associação, Elis Regina Ribeiro da Silva, diz que depois de sua gestão, encerrada em 2005, não surgiram novas chapas para concorrer à diretoria.

“Quando minha equipe ainda estava na gestão, muitos desistiram já no meio do caminho. No fim, a comissão era só eu”, conta.

Regina diz que o motivo para o fim da associação foi a Prefeitura ter parado de mandar recursos para a sede e que, depois disso, ninguém se interessou em prosseguir com o trabalho.

Segundo a União das Associações de Moradores de Ponta Grossa (UAMPG), a verba destinada às associações cessaram com o fim do mandato do prefeito Péricles. Desde então, nenhuma associação recebe ajuda financeira da Prefeitura.

Outro fator que teria levado ao fim da Associação foi uma dívida com a Prefeitura, que já dura vários anos. Mas, nos registros da UAMPG, não consta qualquer documento explicitando essa dívida.

O mínimo auxílio que os moradores recebem vem da Igreja Católica. De acordo com o Coordenador das Pastorais, Augusto Voinceroski, a igreja auxilia na distribuição de cestas básicas, pesagem de crianças entre outros serviços.

“O trabalho de cobrança por melhorias no bairro não pode ser feito pela igreja, e não há ninguém que possa fazer, além de uma associação”, afirma Augusto.

Arquivo comunitário

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