Crianças com deficiências físicas e mentais severas não são atendidas na Apae, precisam frequentar outros locais. Porém, nos Campos Gerais, apenas o Recanto Maria Dolores, no bairro Nova Rússia, oferece este espaço, acolhendo alunos dos municípios de toda a região.

O recanto espirita Maria Dolores atende crianças, adolescentes, e mesmo adultos, com deficiência física e/ou intelectual severa. É uma escola básica de educação especial, segundo a assistente social Viviane Dick Ossig.

“São atendidas aquelas crianças mais comprometidas, que não conseguem estudar na Apae, na Próaudi, acabam vindo para cá”, explica Viviane.

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) não pode receber todas as crianças especiais que chegam até ela, atende apenas aqueles que têm alguma expectativa de aprendizagem.

As crianças e adolescentes que precisam de auxilio para comer, trocar de roupa, caminhar, e também aquelas que são totalmente dependentes de um responsável não têm lugar para ficar na maioria das cidades da região. Por isso, acabam chegando ao recanto Maria Dolores.

Viviane conta que tem dois de Reserva e de outros municipios. "Eles não têm contato nenhum com os pais”.

A escola Maria Dolores é mantida pelo Estado, onde se tenta ensinar os alunos a cumprir as suas necessidades básicas, como se alimentar, vestir e comer, entre outras coisas. Existe a tentativa de desenvolver uma conversa entre os alunos, segundo as professoras.

O mais difícil, segundo Viviane, é a rotina diária: o que foi ensinado em um dia, no outro precisa ser ensinado de novo. "Transforma-se em rotina, precisam todo dia reaprender o seu próprio nome, a pegar objetos e a caminhar".

O espaço conta com serviço de professores especializados, fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais, entre outros funcionários não ligados diretamente à educação, como cuidadores, mães sociais, zeladores, motoristas e funcionários de serviços gerais.

Arquivo comunitário:

29/05/2010 - Escola para pessoas com deficiência mental carece de recursos

14/06/2013 - Escola de auxilio a pessoas com deficiência mental severa passa por dificuldades