O recanto Maria Dolores tem um espaço reservado que atende com os serviços de moradia, educação, saúde e lazer, as crianças e adolescentes portadoras de deficiências físicas e mentais que tiveram que ser tiradas das suas famílias, por maus tratos ou abandono.


A escola pontagrossense, ‘Recanto Maria Dolores’, tem duas casas lares, para atender meninos e meninas portadores de necessidades especiais, que foram retiradas da família e encaminhadas ao recanto. “Elas tem famílias, mas por algum motivo foram retiradas da família pelo conselho tutelar, por negligência extrema, violência física, violência psicológica, violência sexual. Tem dois que são de outro município,  um deles não tem contato nenhum com a família” afirma a assistente social do Recanto, Viviane Dick Ossig.


A casa lar tem capacidade de atender 18 acolhidos, mas momento moram 5 crianças e adolescentes com idade entre 11 e 18 anos. Na casa eles encontram um lar para receber cuidados de uma mãe social e das cuidadoras.


Dependendo do grau de comprometimento, as crianças e adolescentes assistem aulas no próprio recanto espirita, frequentam a Apae, ou no caso de uma aluna com apenas deficiência física, frequenta escola regular da cidade. Após o seu período de aula as crianças retornam à casa, onde a mãe social ou cuidadoras trocam fraudas, dão banho, alimentam, e depois as encaminham  para atividades como fonoaudiologia, atividades físicas como tae kwon do, ou fisioterapia e atendimento psicológico.


Para a cuidadora Fabiana Gracielle Marçal “A maior dificuldade que as crianças enfrentariam, é se voltassem para as suas famílias, porque alguns tiveram casos bem complicados, elas estão melhor aqui na casa. Aqui eles brincam, um deles canta. Com eles não tem tristeza” afirma.
Arquivo comunitário:


14/06/2013 - Escola de auxilio a pessoas com deficiência mental severa passa por dificuldades