novarussia1-04-10-11

A falta de infraestrutura nas ruas Cafeara e São Jerônimo da Serra é uma das principais dificuldades enfrentadas pelos moradores da vila Santo Antônio, no bairro Nova Rússia. Para eles, ausência de saneamento básico oferece riscos à população.

Moradores das ruas Cafeara e São Jerônimo da Serra, na Vila Santo Antônio, enfrentam um problema em comum: esgoto. Eles reclamam que não há uma canalização adequada e também do mau cheiro.  A comunidade relata que fez mutirão para solucionar o problema.

“Reclamamos. Precisamos de esgoto. Fomos nós que fizemos o manilhamento. Esgoto é o grande problema”, relata a moradora da rua Cafeara há 25 anos, Geralda Vicente de Andrade.

Tanto na Cafeara, quanto na São Jerônimo da Serra, o escoamento do esgoto está acontecendo a céu aberto. Na primeira, as manilhas depositam os resíduos na rua. Na outra, em meio à erosão provocada pelas chuvas e no arroio.             

“Faz 25 anos que moro aqui e a situação só melhorou porque nós e os vizinhos nos organizamos. A Prefeitura só sabe cobrar imposto”, enfatiza a aposentada Geralda.     
   
Segundo Marcos William, engenheiro da Sanepar - companhia responsável pelo saneamento básico na cidade - a tubulação de esgoto é de responsabilidade da Companhia. Mas a Secretaria de Obras é responsável pelo manilhamento e estudo do local. “Nós cuidamos apenas da tubulação de água e esgoto. Mas vamos investigar o caso”, aponta o engenheiro responsável.           
   
Paulo Recailo, morador da rua São Jerônimo da Serra, conta que já ligou várias vezes atrás dos órgãos públicos pedindo melhorias, mas não teve resposta. “Fizemos abaixo assinado. Não resolve. Conseguimos algumas manilhas e eu mesmo coloquei”. Sobre o esgoto, Recailo enfatiza: “Incomoda. Falei com a Sanepar. Queriam cobrar a taxa sendo que não tem nem rede. O mau cheiro atrapalha”.
   
“Quando esquenta é insuportável o mau cheiro de esgoto, sem contar os ratos e baratas”, afirmam as moradoras Roseli Machado e Alessandra Gonçalves. Ainda sobre os animas, Dona Geralda complementa: “O caso é sério. Sempre tem ratos. Gastamos com veneno. Tem ratazanas enormes, e no verão é pior ainda”.
   
A enfermeira Dalid Sazareto, da Unidade de Saúde do bairro, aponta que a proliferação de insetos e ratos causa doenças. “Na verdade, cada animal tem uma doença específica. Causa contaminação já que estão expostos a agentes asfixiantes”. Dalid conta que as doenças mais comuns nessa situação são a leptospirose advinda do rato e cólera devido ao contágio com bactérias.
   
A Secretaria de Obras foi procurada pela equipe, mas não quis dar entrevista.

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