Um dos exemplos dessa desorganização está na Rua Bittencourt Sampaio, que acompanha a Avenida João M. dos S. Ribas até o viaduto. Durante toda a extensão da rua não se encontra uma lógica na numeração das casas.

 Gustavo Martinkoski é morador da Rua Bittencourt Sampaio e diz que esse problema da numeração das casas atrapalha bastante. “Temos vários números repetidos aqui na rua e acontece muitas vezes do correio se confundir, trocar correspondências”, conta.

A sede do Grupo Renascer se encontra na Rua Bittencourt Sampaio e segundo uma das voluntárias da entidade, Débora Lee, não há dificuldade para encontrar o local, pois a entidade é referência no bairro e assim todo mundo mundo sabe indicar onde fica.

O problema é quando não há um ponto de referência, além da numeração da casa. Reinald Mendes não é morador da rua, mas frequenta constantemente o local e diz que quando alguém precisa procurar algum lugar pela numeração fica difícil de se achar.

Segundo o Departamento de Urbanismo da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa, é preciso ser feita uma fiscalização durante a construção do imóvel e é o fiscal quem define a numeração da casa para que sigam a sequência exata.

A iniciativa deve vir do morador, que ao procurar o Departamento de Urbanismo pode solicitar uma visita do fiscal. Esse procedimento custa R$18,00. Ainda segundo a Prefeitura, esses lugares geralmente não estão regularizados por ser uma área “invadida” - termo utilizado pela prefeitura - ou pela própria falta de regularização do terreno.

Arquivo Comunitário: Vila Isabel:o planejamento urbano a partir da visão dos moradores