Na Paróquia Transfiguração de Nosso Senhor, a tentativa de preservar as tradições do rito ucraíno-católico começa na catequese. Desde os oito anos as crianças aprendem orações e cantos ucranianos que fazem parte da celebração na igreja.

Segundo a coordenadora da catequese, Vera Vinharski, a parte cultural é trabalhada com os adolescentes, pois as crianças da catequese que tem entre oito e onze anos são consideradas pequenas demais para que a cultura seja tratada de forma aprofundada. “Elas não iam entender muita coisa, já com os jovens nós fazemos encontros aos sábados onde eles aprendem os bordados, pintam as pêssankas e tem aulas de língua ucraniana”, conta.

O pároco da igreja, Metodio Techy, diz que é muito importante manter viva as tradições. Ele conta que a comunidade tem perdido muitos fiéis por causa da miscigenação no matrimônio. “Os ucranianos acabam casando com descendentes de outros povos e acabam migrando para outras igrejas. Para que isso não aconteça com tanta freqüência nós adaptamos a missa em português para que todos possam entender”, afirma o pároco.

Apesar das adaptações a celebração continua sendo em ucraniano aos domingos e há um grande incentivo para que os jovens mantenham as tradições. A integrante do grupo de jovens, Lucélia Kulek diz que os jovens tem consciência da importância da cultura e que apesar das dificuldades eles lutam para preservar as tradições ucranianas. “Nós temos muitas crianças e jovens que nem moram próximo a Paróquia ou aqui no bairro Nova Rússia, alguns vem do outro lado da cidade, pois sabem da importância de manter as tradições de seus descendentes”, diz.

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Editorial: A culpa não é da miscigenação