No bairro Nova Rússia, há duas equipes de PSF (Programa de Saúde da Família). Elas trabalham em um espaço limitado, compreendendo apenas as vilas Cristina, Hilgemberg, Santo Antônio, Jardim Maracanã e Parque Auto Estrada. A diferença entre o PSF e a Unidade Básica de Saúde é que a Unidade atende toda a população, sem delimitar por área.

“Não faltam servidores nessas equipes. As equipes de PSF estão completas para atender a demanda. Não vejo problema, não há falta de profissionais”, declara o diretor do PSF de Ponta Grossa, Antonio Arinaldo.

No entanto, ele afirma que a dificuldade é que áreas como Parque Auto Estrada e Jardim Maracanã saem da abrangência do PSF e também são atendidos. “Há um ultrapasse do limite de abrangência, que é de 4500 pessoas. O problema é que com o surgimento de novos núcleos, o número de pessoas cresce constantemente”.

O sistema de PSF da cidade é seguido de acordo com o que determina a Portaria 648 do Ministério da Saúde, como garante o diretor. Por exemplo: é a portaria que determina que cada PSF deve possuir um médico, um enfermeiro, um técnico de enfermagem e cinco ACS (Agentes Comunitárias de Saúde).

Ele explica que contratar mais um profissional, como um médico, em algum posto de saúde, traz implicações em toda infraestrutura do local. “Tem postos que não comportam mais de um médico, mais de uma equipe de PSF, quando uma nova equipe se forma é analisada a infraestrutura local, além disso, o programa sempre tem que ser direcionado”.

Arinaldo também afirma que as ACS estão equivocadas ao dizerem que não cabe a elas desempenhar o papel de auxiliar administrativo, já que são os agentes que realizam todo o mapeamento e cadastro da população do bairro.                

O Programa Saúde da Família é o mais viável porque trabalha com a localidade e busca um acompanhamento mais próximo e regular. Além disso, trabalha com prevenção, como, por exemplo, indivíduos com diabetes, hipertensão, gestantes, entre outros, garante Arinaldo.
 
 
EDITORIAL: Calcanhar de Aquiles da nação

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