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Há pouco mais de um ano de inauguração do Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU), o espaço mantém atividades recreativas para a comunidade no bairro de Olarias

No mesmo espaço se concentra o CRAS – Centro de Referência de Assistência Social –, o qual desenvolve a parte mais social da comunidade, tendo o apoio de pedagogos e psicólogos, dando acesso a 29 vilas. Já o CEU é de caráter municipal e traz atividades à comunidade. As oficinas acontecem de segunda-feira a sábado e são ministradas por funcionários e voluntários de manhã até a noite.

 

Dentre essas atividades realizadas, há grupos de leitura, aulas de zumba, balé, violão, teatro, informática, jogos de futebol, basquete, que variam entre todas as idades. “Essas oficinas têm como intenção fazer uma aproximação com a comunidade, visando não apenas a cidadania, mas também desenvolver atividades que interessem a sociedade’’, diz Sandra Santos, assistente social e coordenadora do CRAS e CEU.

Na aula de informática os alunos têm novas experiências, começando pelo nível básico de ensino. “O pessoal aqui está em situação de vulnerabilidade social, nunca teve contato com a tecnologia. A informática é uma forma de se aproximar do mundo”, comenta o professor de informática, Lucas Martini Sargentim.

Cada aluno possui um objetivo diferente, como é o caso de José Wilson Vidal, de 74 anos. “Meu sonho sempre foi de trabalhar como caixa de mercado e com o curso de informática posso conseguir esse emprego”, termina seu José.

Sandra conta que um dos problemas recorrentes no projeto é a pouca aderência a algumas atividades, como foi o caso do grupo de estudos e do hip-hop. Por ser, em sua parte, um trabalho voluntário, às vezes há falta de comprometimento de alguns e, devido ao local ser aberto, ocorrem pequenos furtos e uso de drogas.

“Como é uma comunidade muito frágil, é um desafio, mas se comparado com outros locais a depredação é mínima. Nosso trabalho já teve grandes avanços desde que iniciamos, além de ter criado um vínculo da comunidade conosco, aumentando o respeito, o que fez diminuir os casos de furtos, por exemplo”, comenta a coordenadora.

Sandra fala ainda que é um trabalho a longo prazo, mas que através do auxílio psicológico, pedagógico e social, pode transformar pessoas excluídas em integrantes da sociedade.

 

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