Imprimir

Na semana em que se comemora o Dia Nacional do Combate ao Fumo (29/08), o Portal Comunitário foi conhecer o projeto de extensão da UEPG ‘Educando e Tratando o Tabagismo’

Tabagismo1 31 08 2016.jpgO tagabismo é uma doença epidêmica que causa dependência física, psicológica e comportamental.


A única iniciativa da cidade de Ponta Grossa, que trabalha com o combate ao fumo junto à comunidade, é o do projeto de extensão ‘Educando e Tratando o Tabagismo’ promovido pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Em média, cinco grupos são atendidos ao longo do ano e cada um deles tem, inicialmente, quatro encontros semanais.

O trabalho já existe há cinco anos e conta com a participação de acadêmicos dos cursos de Medicina, Enfermagem e Farmácia da UEPG. Também são responsáveis pela ação docentes do Departamento de Enfermagem e Saúde Pública.

Ana Ferro, acadêmica do quarto ano de Enfermagem, relata como se dá a dinâmica dos encontros. “A gente chega e afere os sinais vitais. Depois disso, é feita uma roda de conversa, onde temos, como apoio, o manual, que tem técnicas de como parar de fumar e exercícios de relaxamento”, descreve.

Os manuais, utilizados nas atividades, contêm dinâmicas, testes para saber o nível e o tipo de dependência de cada indivíduo e também informações sobre o consumo e os efeitos do cigarro no organismo.

Após quatro consultas, os participantes ainda voltam para quatro manutenções quinzenais. Nesses encontros, eles conversam com os estudantes e, quando necessário, têm ainda a consulta médica.

Erildo Muller, farmacêutico e coordenador do projeto, conta que os pacientes, quando passam pela consulta médica, podem retirar, gratuitamente, na Farmácia da UEPG, o medicamento para o tratamento contra o tabaco.

O farmacêutico destaca que o método utilizado no ‘Educando e Tratando o Tabagismo’ tem mais de 60% de resultado positivo na cessação do vício. Aberto tanto para a comunidade interna da Universidade, quanto para a externa, o projeto já atendeu mais de 300 pacientes.

O ‘Educando e Tratando o Tabagismo’ se baseia no método cognitivo comportamental, que é proposto pelo Ministério da Saúde e também pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca). A proposta visa apoiar o paciente no processo de diminuição da dependência química e psicológica do cigarro.

A possibilidade de a comunidade poder ter esse tipo de atendimento de graça é destacado como um incentivo para o aumento do número de pessoas que aderem ao projeto. “O tratamento, além de caro, se for feito particular, não tem o apoio. E indo nos grupos, vendo os outros participantes parando, eles acabam tendo um incentivo”, explica Ana Ferro.

Além de ser importante para os pacientes, o projeto também contribui para a formação e para o futuro profissional do estudante. “É uma oportunidade única de desenvolver a comunicação com os pacientes, aprender a entender as dificuldades de cada pessoa e saber alcançar todos os públicos”, conta Débora Belniak, acadêmica do quarto ano do curso de Enfermagem.

Para participar, os interessados devem entrar em contato com o Departamento de Enfermagem e Saúde Pública pelo telefone (42) 3220-3132. Será solicitado o nome e o telefone de contato para a inscrição na lista de espera. Os encontros acontecem todas as quartas-feiras, de uma e trinta às quatro horas da tarde, no Bloco M do Campus Uvaranas.

‘Educando e Tratando o Tabagismo’: veja como funcionam os encontros iniciais.

Quadro sobre atividades do projeto contra o tagabismo

*Ainda no primeiro encontro é feito o teste de Fargestron, que avalia o grau de dependência da nicotina.

Salvar

Salvar

Salvar

Salvar

Categoria: Saúde
Acessos: 1010