Algumas atividades da UEPG estão paralisadas devido à greve dos técnicos e servidores estaduais. Espaços como o restaurante universitário e a biblioteca do campus central e de Uvaranas estão fechados desde o dia 11 de setembro.

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Os técnicos da Universidade Estadual de Ponta Grossa estão em greve desde o dia 11 de setembro. A decisão da categoria foi tomada na assembleia organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos Estaduais de Ensino Superior de Ponta Grossa (Sintespo) no dia 05 de setembro, que contou com mais de 200 servidores. A deflagração da greve ocorreu devido aos problemas nas negociações do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) com o governo Estadual.

Durante a greve, o sindicato está organizando uma série de eventos, oficinas e atividades culturais, buscando adesão dos técnicos da UEPG. Com a paralisação,  alguns espaços da universidade que possuem atendimento ao público universitário estão comprometidos, como o Restaurante Universitário, a biblioteca e a limpeza das salas de aula.

O presidente do Sintespo, Emerson Barbosa, defende que a greve é um direito do trabalhador. “Não estamos forçando ou radicalizando o movimento”, aponta. Segundo o presidente, mais de 90% da categoria está insatisfeita com a proposta do governo, por isso ele acredita que o servidor irá se conscientizar sobre os seus direitos. “Faremos carreatas durante a semana, onde mostraremos aos vereadores e à comunidade o descaso do governo com a carreira pública”, afirma.


O Diretório Central dos Estudantes (DCE) enviou uma moção de apoio aos técnicos, como explica Alexandre Innani Justus, coordenador geral da entidade. “Fizemos falas de apoio à greve dos servidores, lemos a nossa moção e convidamos o presidente do Sintespo à paricipar do próximo Conselho de Entidades de Base (CEB) para repassar as pautas da greve à base do movimento estudantil”.  Segundo ele, a reunião será marcada na próxima semana e contará com a presença dos Centros Acadêmicos da universidade. 

Justus acredita que uma paralisação total não é viável. “Somos a favor da paralisação integrada, todavia, tanto o Sinduepg (Sindicato que representa os docentes da UEPG), quanto o DCE, ficaram de mãos atadas para fazer uma mobilização dessa magnitude, devido ao fato de que estávamos em greve há duas semanas”, explica. Segundo o coordenador, a participação dos alunos será em dar visibilidade à greve, com apoio e atos públicos.

Entre as principais atividades programadas pelo Comando de Greve estão passeatas, panfletagem e atividades culturais. Para acompanhar o cronograma da greve e informações sobre o movimento, acesse o site do Sintespo (http://sintespo.com.br/), o Facebook do sindicato (http://www.facebook.com/sindicato.UEPG ) ou o Portal Comunitário.

 

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