A negociação do plano de carreira, cargos e salários dos técnicos com o governo estadual já se estende por 18 meses. A proposta da tabela salarial ofertada pelo governo não agradou os sindicatos, que pedem que o reajuste seja pago ainda este ano.

Os servidores das Instituições Estaduais de Ensino Superior (IEES) decidiram entrar em greve devido às dificuldades de negociação do Plano de Carreira, Cargo e Salários (PCCS). O debate sobre o tema foi iniciado no começo de 2011 em diversas reuniões entre os sindicatos e representantes do governo, porém não houve acordo entre as duas partes.

O estopim para o início da manifestação foi a reunião entre as diretorias do sindicato com o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alipio Leal, no dia 04 de setembro. Os principais motivos que não agradaram os sindicatos foram a falta de uma minuta oficial, o descaso do governo para com a categoria, além da prorrogação do início do pagamento do reajuste para o ano de 2013.

Outras reuniões foram feitas com representantes do governo estadual. No dia 09 de agosto, o governo apresentou a tabela salarial aos servidores, que assegurava os direitos já adquiridos e previa o pagamento do reajuste em outubro. No dia 17 de agosto, o governo oficializou a aprovação da tabela.

Ainda em agosto, no dia 27, outra reunião foi realizada para debater alguns pontos do reajuste salarial. O governo voltou atrás em seu posicionamento e propôs o pagamento para o primeiro trimestre de 2013 e não oficializou a minuta de lei que previa o pagamento ainda este ano. No dia 03 de setembro, os sindicatos se reuniram com o Chefe da Casa Civil, Luis Sebastiane, porém nada de concreto foi apresentado pelo governo.

Segundo o presidente do Sintespo,  Emerson Barbosa, o governo mantém uma postura que dificulta as negociações. “A ultima reunião apenas assustou os sindicatos. Eles disseram que não negociam com trabalhadores em greve. Agora os sindicatos vão buscar um contato direto com o governador Beto Richa”, conta Barbosa.

Caso o governo não volte às negociações até a próxima semana, o Sintespo promete mais ações para levar as suas reclamações para a comunidade, como carreatas, doações de sangue e atos públicos no centro da cidade.

 

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