Na última sexta-feira, dia 10,  aconteceu a assembleia do Sindicato dos Servidores e Professores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (Sintespo). O sindicato informou os filiados sobre as discussões entre entidades e o governo sobre a previdência e a data-base para 2015.

 

Em um primeiro momento, a presidência da entidade explicou a situação do debate entre os sindicatos e o governo estadual. A assembleia votou então a possibilidade de sair do estado de greve. Como ninguém se manifestou, a categoria permanece em estado de greve, mas trabalhando.

Mesmo assim, haverá paralisação de alerta durante o dia 24 de abril, provocada pela volta da tramitação do ‘pacotaço’ de cortes de gastos do governo.

A assembleia durou cerca de três horas e contou com um público menor que o esperado. Após duas horas de reunião, apenas 46 pessoas estavam presentes no auditório, enquanto a expectativa da direção do Sintespo era de superar os 100 participantes. A entidade decidiu então agendar uma nova assembleia para o dia 15 de abril.
    
O diretor de comunicação do sindicato, Pedro Blasczak, destacou que a entidade aguarda o posicionamento do Governo sobre as reivindicações dos sindicatos, apresentadas dia 8 de abril na audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

O presidente do Sintespo, Emerson José Barbosa, defendeu em sua fala que o governo está “jogando conforme as regras do jogo”, tentando mostrar à sociedade que está aberto ao debate, mas sem negociar efetivamente.

O servidor Marcos Grudzinski acompanhou a assembleia desde o início. Para ele, é um momento importante onde o sindicato traduz para o servidor a linguagem complexa das leis e explica o que está acontecendo.

Marcos lamentou apenas a baixa participação de servidores: “Como vamos lutar sem entender a situação?”, afirma.


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