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Proposta pertencia ao candidato Márcio Pauliki. Péricles pretende mater a iniciativa e Rangel fez alterações no projeto.

Há poucos dias do 2º turno das eleições para prefeito, os candidatos Péricles de Mello (PT) e Marcelo Rangel (PPS) articulam as estratégias e propostas para dar continuidade à campanha. Rangel recebeu 33,44% dos votos válidos e Péricles, 32,4%. 

Apesar de manter as propostas inicias, os dois políticos adotaram a medida de levar adiante a promessa do “Bilhete Único”, que diz respeito à passagem do transporte coletivo. A proposta foi apresentada anteriormente pelo candidato Márcio Pauliki (PDT), que chegou ao final do 1º turno em 3º lugar.

“Eu adotei o Bilhete Único porque é uma sugestão que traz benefícios e que vou consolidar se for eleito” diz Péricles. Ele afirma que tinha autonomia para assumir a medida, mas, depois de anunciá-la, conversou com Márcio Pauliki. O candidato Marcelo Rangel também prosseguiu com a ideia em sua campanha, mas com alterações.

“Nós fizemos um estudo e percebemos que não seria viável um bilhete único porque a tarifa iria aumentar”, diz Rangel. Segundo ele, o usuário terá  2h30min para entrar e sair dos terminais de ônibus sem pagar uma segunda tarifa e não o dia todo, como tinha sido proposto.

Márcio Pauliki preferiu se manter neutro à campanha dos dois prefeituráveis. “Não sou dono da opção dos eleitores, eles têm que observar as propostas dos candidatos e definir o seu voto” explica Pauliki.

De acordo com o cientista político Emerson Cervi,  mesmo que um candidato assuma a promessa de outro, não quer dizer que os eleitores vão mudar a opinião. “O eleitor vai analisar as propostas e ver se o candidato tem a capacidade de implentar a medida”, acredita.

Ao contrário de Pauliki, o partido PMDB resolveu apoiar Péricles de Mello junto com outros partidos, como PR, PC do B, PTB, PTC, PRB, PTN, PSL, PT do B. A candidata a vice na chapa de Pauliki, Leotina Stadler, conta que o PMDB escolheu se coligar ao PT, mas que Márcio preferiu se manter imparcial, deixando os outros participantes do partido livres para escolher qual político apoiar.

O candidato a prefeito Leandro Dias (PSOL), que recebeu 6.937 votos, também decidiu não apoiar nenhum dos candidatos. “Nós optamos pela neutralidade porque o PSOL é um partido que não concorda com o modo de governo dos partidos do Péricles e do Rangel”, informa Dias. Os partidos que constituem a coligação do Marcelo Rangel (PPS) são DEM, PP, PSDC, PHS , PSC, PPS, PSDB ,PSB , PSD, PMN.