Mais de 4 mil pessoas. Este foi o número de manifestantes que o protesto “Verás que o filho teu não foge a luta” reuniu na noite desta segunda-feira, dia 17, no centro de Ponta Grossa.

O protesto tinha uma pauta extensa. Desde assuntos nacionais, como o apoio aos manifestantes de São Paulo e Rio de Janeiro e o fim da corrupção até assuntos locais, como o fim do monopólio no transporte coletivo e o pedido de cassação da vereadora Ana Maria.

Os cidadãos se reuniram para uma passeata que  saiu da frente da Igreja Sagrado Coração de Jesus, também conhecida como Igreja dos Polacos, e percorreu toda a Avenida Vicente Machado, até a frente do terminal Central de Ponta Grossa.

Entre os manifestantes, pessoas de diversas idades, trazendo cartazes com frases de impacto em apoio ao evento, e chamando a atenção do governo e da própria população sobre a postura do Estado e dos líderes políticos diante de questões sociais.

“É um momento histórico de mobilização que a gente vive no país todo, por circunstância de toda a opressão que ocorreu dentro da manifestação de São Paulo. Isso mobilizou a sociedade de uma forma bastante positiva. A gente conseguiu tirar a sociedade da sonolência em que se encontrava.” afirma a estudante de Serviço Social, Lorena Dantas.

O movimento tomou força na internet, quando Suelen Galvão Jansen decidiu criar um evento no Facebook e convidar os amigos para protestar contra o governo.

O que era para ser um evento de 50 pessoas, acabou tornando-se um evento que teve mais de 6 mil pessoas confirmações de presença na rede virtual.

“Um amigo foi chamando outro amigo e assim o evento tomou visibilidade, e muitas pessoas foram querendo participar”, conta Suelen.

Embora o número de participantes tenha sido menor do que o daqueles que confirmaram participação, o protesto já é considerado um dos maiores realizado na cidade nos últimos anos.

Fora de controle

Suelen reclama que o controle da organização - até então não definido, já que o movimento era plural - foi tomado pelo presidente de um partido político da cidade durante o evento. Ela informou que o cronograma do movimento  tomou outro rumo.

“A comissão não conseguiu falar o que queria, não queríamos nada de vandalismo nem invadir o terminal. Só queríamos que nossa voz fosse ouvida como cidadãos. É muito triste o cidadão ter a necessidade de um representante de partido para tomar a frente das decisões.” desabafa.

“A princípio ocuparíamos apenas uma faixa da avenida, nos reuniríamos para discutir sobre assuntos como o monopólio da VCG e reivindicaríamos uma resposta do prefeito em relação a isso. Mas não foi o que aconteceu, e não culpamos o povo e sim a quem o incitou a sair do controle“, conta o também manifestante  Hugo Jansen Galvão.

O Portal Comunitário não conseguiu contato com o presidente do partido político indicado pela manifestante. Assim que ele for encontrado, terá espaço para apresentar sua versão da acusação.  
 

O fim do evento foi marcado pela entrada dos manifestantes dentro do Terminal Central. Cinco manifestantes saíram feridos. As manifestações devem continuar no decorrer da semana.

Arquivo comunitário:

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