A população pontagrossense provou nesta quinta-feira, dia 20, que não é feita de açúcar. Apesar do 'aguaceiro' que caía, dirigiu-se até a Praça Barão de Guaraúna, conhecida como Praça dos Polacos, às 18h para a concentração. O ato público, denominado na rede como “O outro Passo”, faz parte do movimento “Verás que o filho teu não foge a luta”, que se espalhou por todo o país. 

 Foram mais de mil pessoas, de acordo com informações da Polícia Militar. Com a proteção de guarda-chuvas e capas-de-chuva, ou mesmo sem nada, saíram com suas bandeiras e cartazes – envoltos em fita transparente para não molhar. 

Ainda fez parte do protesto um boneco que simbolizava o deputado Marcos Feliciano, no qual depois foi ateado fogo. 

A manifestação saiu em caminhada pacífica às 19h pela Avenida Vicente Machado em direção ao Terminal Central. Por todo o trajeto, ouviam-se as chamadas de “Quem não pula quer tarifa”, “Vem pra rua” e gritos contra a vereadora Ana Maria. 

As principais reinvidicações eram contra o preço da passagem e o monopólio da empresa de transporte público, Viação Campos Gerais (VCG).

Apesar de o preço da tarifa ter abaixado para R$2,50 no cartão, os manifestantes exigem que esse valor seja estendito a todas as passagens, mesmo sem o uso do cartão.

Sobre esse ponto, a assessoria da prefeitura disse ao Portal Comunitário que o cartão não possui custo algum e que ele é fácil de ser feito. Quanto ao monopólio, os manifestantes solicitam que haja empresas concorrentes na cidade. E a prefeitura não se pronunciou sobre o assunto.

Outra questão reinvidicada foi a retirada da vereadora Ana Maria da Câmara. Este será o principal tema do próximo protesto.

A manifestação, como todos os outras feitas pelos país, foi organizada através das redes sociais. No evento “O Outro Passo”, do facebook, estavam confirmadas 7.142 pessoas. Porém um dos elementos cruciais para que muitos não fossem foi o mal tempo.

“Eu não fui por causa da chuva. Mas admiro muito os que foram. Isso mostra que as pessoas estão de fato empenhadas em mostrar para o governo seus descontentamentos”, comenta o estudante Daniel Maldonado.

Já o estudante Eduardo Vaz Falleiros compareceu ao protesto. “Fui para a manifestação, porque sei que alguns dos pontos são muitos importantes. Porém discordo da forma como isso está sendo feito, como o ato de invadir o terminal”, diz.

Eduardo não comparecerá ao próximo ato, pois, segundo ele, são muitas as solicitações e o movimento acaba se perdendo.

A manifestação seguiu de maneira organizada e pacífica. No Terminal Central, parte dos manifestantes entrou, enquanto muitos gritavam do lado de fora para não invadir.

Depois, alguns encaminharam-se para o Campus Central da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), invadindo aulas e eventos que aconteciam no local. Não houve confronto com a polícia.
 

De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Ponta grossa, o prefeito Marcelo Rangel não vai se manifestar a respeito dos protestos, pelo menos por enquanto. A informação é de que, no momento, ele está em Brasília.

“Fora Ana Maria”
A próxima manifestação já está marcada. Será na segunda-feira, dia 24 às 19 horas, em frente à Câmara Municipal de Ponta Grossa. O local foi escolhido em função de estar marcada para esta data a votação sobre o arquivamento do caso Ana Maria. No início do ano, a vereadora forjou seu próprio sequestro.

Os organizadores solicitam que, a partir das 18h, as pessoas comecem a se concentrar no local. Eles alertam para que seja uma manifestação pacífica e que não tenha nenhuma bandeira partidária. Nas redes sociais, no final da tarde de sexta-feira, já chega a 4 mil o número de confirmações de presença no ato.

Arquivo comunitário
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