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A categoria queria um aumento de 12% nos salários e reajuste de 100% no vale-alimentação, que atualmente é de R$120. A empresa propôs um reajuste de 10% e vale-alimentação de R$ 170. Mas, com o acréscimo de um abono no 13º salário, a assembleia realizada na tarde desta sexta, dia 28, aceitou o acordo.

Os funcionários da Viação Campos Gerais (VCG) ameaçavam fazer paralisação total dos ônibus caso não entrassem em acordo com a empresa até a nova audiência na segunda-feira, dia 1º.

O presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores do Transporte Coletivo de Ponta Grossa (Sintropas), Ricardo Peloza, explica que tinha sido dado um prazo de até quarta-feira, dia 03, para que fossem atendidas as reivindicações.

A concessionária, que emprega 1.250 trabalhadores e transporta diariamente por volta de 100 mil pessoas, afirmou não ter sido informada oficialmente da paralisação - que foi iniciada na madrugada da quarta, dia 26.

Na quinta feira, foi realizada uma audiência de conciliação no Tribunal Regional de Trabalho (TRT), em Curitiba, entre o sindicato dos trabalhadores e a empresa.

Sem acordo, foi estipulado o prazo de até as 17 horas para os ônibus voltarem a circular.  O prefeito Marcelo Rangel garantiu que, se a greve não fosse suspensa, a Prefeitura multaria a VCG em R$ 100 mil por dia, por não cumprir com o mínimo de 40% da frota, exigido por lei.

A retomada parcial do serviço foi iniciada no horário limite previsto pela liminar, com 70% dos ônibus trabalhando nos horários de pico e 50% nos demais períodos desde o final da tarde de quinta-feira.

Em nota no site da empresa, a VCG orientou os passageiros para que não levassem em consideração a tabela de horários dos ônibus, pois muitos deles estavam saindo com atraso por conta do movimento grevista.

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14/04/2013 - Tumulto marca audiência pública sobre transporte coletivo


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